Testemunhos

 

 

“Estimada Paula Santos:

Não quero deixar de testemunhar que o seu pai, Dr. João dos Santos, foi uma grande referência para mim, no perfil de psicoterapeuta.

Fui discípulo seu durante um ano no Hospital Santa Maria e, foi para mim uma experiência admirável pela grande capacidade de lidar com uma criança e através dela captar o seu micromundo. Depois, já na sua ausência, sem quaisquer outros dados, no Seminário dos Internos, descrevia, com espanto para nós, as personalidades dos pais, os seus conflitos, a qualidade de relacionamento. Não segui a psicanálise, mas foi com o seu pai, meu grande querido mestre, que me enriqueci no caminho da psiquiatria clássica.

O Dr. João dos Santos vai ser tardiamente homenageado pela Ordem dos Médicos, depois de tantas honrarias que recebeu e mereceu. Com esta nova Direcção, a Ordem está a tentar repor publicamente, o mérito de médicos ilustres esquecidos, muitos incómodos, para conhecimento das novas gerações de médicos, a bem dos princípios de justiça, dos valores e da história da medicina portuguesa.

Com os melhores cumprimentos

Júlio Pêgo (Psiquiatra)”

Novembro de 2014


 

Cecilia Menano MEDIUMCecília Menano não foi, (…) apenas uma das introdutoras da Educação Através da Arte em Portugal. Ela foi também um dos pioneiros no mundo, dessa forma de introduzir a criança no nosso mundo espiritual.João dos Santos

Na amizade, no trabalho, no encantamento pela criança e pela vida, na obra criada, Cecília Menano e João dos Santos estiveram e estão, muito próximos. Cilinha é uma Amiga.

De Cecília Menano, falecida no mês de Abril de 2014, publicamos a carta que nos dirigiu quando da realização da Conferência João dos Santos no século XXI.

Carta da Professora Cecilia Menano - 5 de Setembro de 2013

 


 

“Uma História de EN Cantar que é uma Estória de IN Sucesso”

Era uma vez um Menino que vivia numa terra muito distante. Numa terra onde os meninos às vezes dão problemas, ou melhor, onde às vezes os meninos têm problemas e por isso dão problemas.

A história que vos conto é de um Menino, chamado qualquer coisa, que vivia há já tempo com uns sapatos apertados, bastante apertados, para o tamanho dos seus pés (trata-se de um menino que nasceu com sapatos do seu tamanho mas, que foi crescendo e os sapatos nem por isso).

Como sabem, quando os sapatos estão apertados magoam e, o que é um fato nesta história, o Menino não conseguia ainda, explicar a sua maleita, a localização do seu sofrimento.

Era uma criança normal, bonita e fisicamente saudável, alta, de olhos e sorriso conquistadores. Normal, também, por ser um Menino que ia à escola como todos os outros, normal por existir enquanto Menino mas, que sofria por ter os sapatos apertados.

O problema é que, na escola dessa terra distante, este Menino não conseguia aprender o que estava programado para a aprendizagem dos meninos da sua idade, o que era suposto ser aprendido.

O Menino não conseguia estar sossegado nem atento: -agitava-se, era agressivo, disruptivo, mal criado e mal-educado, com falta de regras e de uma educação adequada (segundo o sistema vigente naquela terra distante).

Foi levado a um avaliador (como sabem os avaliadores servem para avaliar), para que se avaliasse a quantidade de problema. Lá chegado e arrastado, deparou-se com uma secretária, com uma pessoa por trás e um monte de papéis para preencher (imaginem-se com os pés doridos a serem obrigados a preencher papeis).

Feitas as contas por parte do avaliador, o Menino não só tinha um grave problema emocional e de agitação motora, como também se verificava nessa avaliação alguma quantidade de estupidez, ou seja, cognitivamente estúpido (imaginem-se a pensar normalmente com sapatos 3 números abaixo e sem os poder descalçar!).

Volta o Menino para a escola com um papel atestando a sua anormalidade mas… sem ninguém falar do calçado.

Os dias correm na escolinha, o problema continua para o Menino e os problemas continuam para as criaturas em seu redor. Tudo na mesma ou pior, pois os pés vão crescendo e o menino vai sofrendo (pena naquela escola não haver nenhum sapateiro!).

Como a coisa se ia agravando em termos de perturbabilidade, instabilidade e o que o caro leitor queira e consiga imaginar, o Menino foi levado a um curandeiro.

Lá chegado, com o nome do problema já bem diagnosticado por parte da escola e do avaliador, depara-se com alguém que está também por trás de uma secretária e pergunta a quem acompanha o Menino, o que se passa com ele.

Como já estava tudo bem explicado pelas personagens desta história, foi fácil para o curandeiro, por um lado reafirmar o nome da coisa que diziam do Menino, por outro, receitar uma mezinha para o sossegar. (adiantando a história, o curandeiro primeiro deu chás para acelerar o Menino, depois para (des)acelerar, e por fim somou os dois e mais um para quando a escola quiser administrar, seja ela qual for a situação e com quer que seja a personagem que esteja presente na aflição dos pés doridos).

Os dias foram correndo e o Menino foi crescendo (ele há chás que fazem os pés dormentes e não os deixam crescer!).

Foram-se passando anos e anos, o menino crescendo (em tamanho) de pés pequenos e doridos, sem aprender, umas vezes a dormir e outras vezes também.

Certo dia, apareceu uma fada boa que bateu de frente com o Menino. Olhou para ele, sentou-se no chão à sua frente e reparou nos seus pés, inchados, doridos, tristes, combalidos, sem futuro mas cheios de passado, a alimentarem coisas em vez de terem sido as coisas a alimentar os pés do Menino.

Essa fada, num ato simples, perguntou ao Menino se por acaso lhe custava andar. O Menino, de olhos trocados e língua enrolada disse-lhe que sim mas não conseguia explicar.

Não é que a fada, de joelhos frente ao menino lhe tirou os sapatos há já tempo de mais apertados!

O Menino respirou de alívio, olhou para a fada e disse-lhe: AGORA JÁ É TARDE DEMAIS.

João Laureano, Tu e Nós Todos, Lisboa, 23/1/2014
 
 
 
 

 

“Ao grande mestre que influenciou a minha vida pessoal e profissional, permanece em mim.”

Bernardette Proença

25 de Dezembro de 2013

 


“Recordar João dos Santos é voltar ao meu tempo de estudante estagiária, e recordar/ reviver de forma embebecida os encontros das segundas-feiras com o SENHOR que nos falava sobre o sentir atrás da angústia, traduzida em traços a que nós chamávamos desenhos de uma criança.

Não posso dizer que com ele aprendi, porque de forma alguma o faço como ele, mas posso dizer que a partir daí me predispus sempre a entender a pessoa que está por detrás do comportamento qualificado como desajustado.

Quase 40 anos depois agradeço essas horas.”

Adelaide do Espírito Santo
Instituto Politécnico de Beja

5 de Novembro de 2013


João dos Santos foi meu professor de Psicologia na escola de enfermeiras da Cruz Vermelha Portuguesa que há muitos anos frequentei.

Assisti a várias consultas por ele feitas quando em estágio no Centro de Saúde da Rua Coelho da Rocha em Lisboa, local pioneiro de uma visão diferente da Saúde Pública (1958/1960).

Era um senhor amável, risonho e doce. Também o revi várias vezes, com muita alegria minha, trepando a encosta agreste até ao Castelo de Sesimbra.

A imagem que me ficou dele foi de, sentado em cadeira baixinha, ouvindo pais ou consultando crianças mais numa conversa musical que formal!

Aprendi com ele a ser pessoa profissional e a dar importância à família, à criança e ao professor.

João dos Santos foi pioneiro no desenvolvimento da Saúde Mental na comunidade, deslocava-se a pedido dos Centros de Saúde, ou então solicitava a parte da sua equipa do então Centro de Saúde Mental Infantil de Lisboa, para discussão de casos com crianças de idade escolar, situações essas já filtradas e discutidas pelas equipas multidisciplinares de saúde escolar do Centro de Saúde de Oeiras, onde eu trabalhei metade da minha vida profissional.

O objetivo seria “equipar” as equipas locais para uma melhor triagem de casos, diminuindo as solicitações directas ao Centro de Saúde Mental.

Já no Centro de Atendimento a Toxicodependentes – Taipas, ajudei na organização de um Departamento de Atendimento com famílias.

A simplicidade e a procura de saberes do Dr. João dos Santos fez sempre parte da minha longa aprendizagem.

Não teria sido “por total acaso” que, mais tarde, durante anos me submeti a uma psicanálise, precisamente no mesmo gabinete de consultas onde o Professor João dos Santos creio que sempre trabalhou.

Ironias e acasos…

Enf.ª Maria Helena Barroso
Enfermeira Maria Helena Barroso MEDIUM

Centro de Saúde de Oeiras e Centro de Atendimento a Toxicodependentes Taipas, Lisboa.

28 de Outubro de 2013


“Ao longo da minha vida profissional, desde 1973, procurei no Dr. João dos Santos o seu saber para melhor qualidade na intervenção. Devo-lhe o meu obrigada. Tive o prazer de o conhecer e ouvir muito do seu saber.”
Ana Maria Campos do Couto e Silva Pinto

18 de Outubro de 2013 


… penso que é mais importante aquilo que o mestre é do que aquilo que ele sabe

 
Carta de Joao dos Santos a Dra Maria Francisca Conceicao 1987

Cara Dra. Paula Santos Lobo,

Envio-lhe as digitalizações da carta e do texto que a minha mãe* recebeu da parte do Doutor João dos Santos em 1987, a propósito da organização do Encontro Nacional de Educadores de Infância realizado em Aveiro.

Ela guardou estes documentos cuidadosamente e entretanto ofereceu-mos, porque sabe que temos em comum a admiração pelo Mestre. Há alguns anos, eu estava a começar a estudar Psicologia e ainda não sabia quem era João dos Santos, quando um dia a minha mãe me pediu que transcrevesse uns textos dele (dos Ensaios Sobre Educação II) a computador.

Fiquei desconcertado e imediatamente rendido àquela forma de pensar. Longe ainda de perceber a importância do legado de João dos Santos, habituei-me a lê-lo, antes de mais, por prazer e pela inspiração. Passou a ser uma influência para mim que continuo a não saber medir, e que estranhamente me parece a de alguém com quem convivi. Julgo que partilho esta sensação com a minha mãe, e certamente com muitos dos leitores que não o conheceram.

E não será também disso que fala João dos Santos no texto que lhe envio (onde escreve: «… penso que é mais importante aquilo que o mestre é do que aquilo que ele sabe.»)?

João Francisco Barreto

Dra. Maria Francisca Barreto
 

EU, NO SEU LUGAR, NÃO TERIA FEITO ASSIM

pretensiosa homenagem ao Dr. João dos Santos

Tenho o privilégio de ter muitas – todas muito saborosas – memórias de contacto pessoal direto com o Dr. João dos Santos, o meu grande mestre no ofício de aprendiz de feiticeiro. Melhor do que ninguém, foi ele quem, sempre me apoiando no esforço de tentar ser bom nesse tal ofício de aprendiz de feiticeiro, me soube fazer escutar e tomar consciência do aviso de que, nestas artes em que andamos a tentar ajudar os outros, “o que verdadeiramente importa é a Política e a Educação, tudo o mais vem depois disso.” Para termos a justa medida das coisas, nomeadamente do nosso poder de terapeutas.

A memória que aqui trago talvez seja especialmente única e, no seu aparente bom humor, realça a grandeza da humildade do meu mestre João dos Santos. É esse o meu desejo.

O primeiro contacto que tive com o Dr. João dos Santos foi na Clínica Infantil do Hospital Júlio de Matos, andava eu no 4.º ano do Curso de Psicologia, ramo de Psicologia Clínica, da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação de Lisboa, no ano de 1979 (Penso que não estou a errar na data…).

O Dr. João dos Santos fez, perante a turma de que eu fazia parte, a consulta a uma menina de lindos caracóis, que me trazia à ideia, na construção mental mais bonita que eu conseguia criar dessa personagem da ficção infantil do meu tempo de criança, a Zé das Aventuras dos 5 da escritora Enid Blyton.

No final da consulta, o Dr. João dos Santos, como seria seu timbre, já depois da criança se ter ido embora, deu aos alunos a palavra para perguntas e comentários.

Com a ingenuidade feita de boa fé e do entusiasmo cada vez mais afirmado pela “feitiçaria” em que me envolvia, levantei o braço e esperei. O Dr. João dos Santos deu-me a palavra, logo de seguida. Repito, de boa fé e cheio de entusiasmo, disse ao Dr. João dos Santos que tinha gostado muito da consulta mas que, se tivesse estado no lugar dele, eu não teria feito assim como ele tinha feito.

Dei-me conta que, depois de dizer isto, houve um silêncio quase gélido à minha volta. Apenas o Dr. João dos Santos sorriu e boamente soltou um breve, mas curioso – sinceramente curioso, pareceu-me – “Ai,  sim?!…”.  Perguntou-me o nome, como depois verifiquei que sempre fazia aos seus alunos, até lhos conhecer. Depois pediu-me que lhe dissesse o que pensava. Eu disse, e a seguir o Dr. João dos Santos comentou o que de mim ouviu, agradecendo o meu contributo e sem me fazer qualquer crítica, apenas acentuando os aspectos que lhe pareciam relevantes em termos da minha aprendizagem e da aprendizagem dos meus colegas.

A aula acabou por chegar ao fim. Assim que saímos da aula-consulta, alguns colegas meus apressaram-se a vir ter comigo, quase me encostando à parede, perguntando-me se eu tinha noção do que tinha feito, ou como é que eu tinha tido coragem de fazer o que tinha feito. Estranhei tamanha – e desproporcionada, no meu entender – reacção dos colegas e “defendi-me” dizendo que me sentira muito bem, que o professor nos pusera à vontade e que não tirei a palavra a ninguém; respeitei as regras do jogo e o professor não me fez qualquer censura ou reparo. Alguns insistiram em perguntar se eu sabia quem era o Dr. João dos Santos; eu respondia que não e insistia que tinha gostado muito da aula.

“A coisa passou”. Mais ou menos um ano depois, apresentei-me no gabinete da senhora directora do Dispensário Central do Centro de Saúde Mental Infantil, nas Amoreiras, a candidatar-me a um estágio de pré-graduação. Fui recebido pela muito querida e saudosa doutora Teresa Ferreira, de quem, por muita bondade sua, também, depois, me tornei amigo.

Fiz a minha apresentação pessoal como a Dr.ª Teresa Ferreira me pediu para fazer. A certa altura, num repente de espanto, a Dr.ª Teresa Ferreira interrompeu-me e exclamou: “Então és tu!…”. Eu, surpreendido com a reacção da minha futura responsável oficial de estágio, balbuciei: “Sou eu?… Mas quem sou eu, Dr.ª Teresa?…” Bem, noutro contexto, o que estas minhas interrogações, feitas ali à frente de uma psicanalista, não diriam sobre o estado da minha saúde mental!…

Foi então que, com muita doçura, a Dr.ª Teresa Ferreira me disse que já conhecia a história daquela aula-consulta. O Dr. João dos Santos, já falara dela na Sociedade Portuguesa de Psicanálise (ou, pelo menos, na conversa num grupo de membros da Sociedade de Psicanálise). Ele, assegurou-me a Dr.ª Teresa Ferreira, guardava uma recordação agradável dessa aula-consulta e tinha-lhes contado mais ou menos isto:

“Imaginem o que me aconteceu… dei uma consulta no Júlio de Matos e no fim quando pedi aos alunos que dissessem qualquer coisa, houve um que pediu para falar e disse-me que não concordava comigo e que teria feito de maneira diferente… depois explicou o seu ponto de visa… Sabem, soube-me bem ouvir alguém dizer que não concordava comigo… estou habituado a falar, a dizer coisas e toda a gente concorda sempre, soube-me bem ouvir alguém dizer que não concordava comigo… um rapazinho que ainda anda a ver se aprende como estas coisas se fazem… E sabem que mais? Ele tinha razão no que disse, tenho de o reconhecer…”

A Dr.ª Teresa Ferreira olhava para mim, parecia que queria mesmo perceber quem era o candidato a feiticeiro que tinha pela frente. Eu, pelo meu lado, saboreava o relato, olhando-a nos olhos, com alegre sentimento e ainda maior – mas escondida – vaidade!… O ano transcorrido desde a aula-consulta até àquele momento tinha-me trazido a noção de quem era e do que era o Dr. João dos Santos. Muito fui aprendendo com ele ao longo do ano; e até já tinha tido o privilégio de me tornar seu amigo. Amigo que ele várias vezes convidou para a sua casa de Sintra. “Senta-te, Fernando, aqui, ao pé de mim, nos cadeirões dos sábios, vamos conversar…”

Naquela aula, em que reencontrei a Zé maria-rapaz das Aventuras dos 5, o Dr. João dos Santos foi, sem dúvida nenhuma, aquela mãe suficientemente boa de Winnicott, que olhou a ousadia, o desplante do petiz, e o conduziu magicamente no seu processo de autonomia e crescimento, apoiando-lhe a confiança pessoal, o prazer de pensar e o prazer de fazer.

Com o diploma de aprendiz de feiticeiro nas mãos, tornei-me, por opção pessoal, professor do ensino secundário. Tenho constantemente presente na minha acção a tal ideia, que tomei também para mim, de que o que verdadeiramente importa é a Política e a Educação. Procuro estar atento aos alunos, acreditando sempre que eles possam dizer-nos coisas que nos enriqueçam, coisas que sejam novas e coisas que nos façam ser melhores. E todos os dias tento ser humilde, humilde, humilde; sobretudo quando, na minha condição de professor, ou clínico, ou noutro estatuto social qualquer em que assuma posição de poder ou convencional ascendência, me relaciono com quem esteja a fazer o seu crescimento pessoal (os alunos, em geral), ou confrontado com o (presumido) poder dos especialistas (os pais, antes dos demais).

Entre iguais, mantenho o à vontade e a presunção gaiata que manifestei perante o Dr. João dos Santos, “pecha” juvenil que, em geral, os meus interlocutores aceitam; mas foi ele quem, melhor que todos os outros (provavelmente porque aconteceu no momento mais crítico do meu desenvolvimento académico), e até hoje, soube aceitar boamente, tolerantemente, a ousadia do petiz e, desse modo, lhe deu a notável oportunidade de ser cada vez melhor – melhor pessoa, melhor psicólogo, melhor educador, melhor cidadão.

Um grande abraço de admiração e gratidão, Dr. João dos Santos! É na minha vida, todos os dias, uma força aconchegante e que me mantém a caminho da Utopia.

Fernando Pinto, em 17 de junho de 2013

fernandopinto@queiroz.pt

 
 
 

“Prezados Drs. Paula Santos Lobo e Luís Grijó Santos

Acuso a receção do programa da Conferência comemorativa do centenário do nascimento do V/ Pai, comunicando a minha intenção de estar presente em permanência.

Quem conheceu a inestimável obra de João dos Santos e a sua atrativa personalidade (mais pelas intervenções, os escritos e as muitas iniciativas institucionais do que pela convivência, que foi esparsa mas muito cúmplice), não pode deixar de se sentir gratificado por integrar a Comissão de Honra do evento que, em boa hora, decidiram promover.

Com efeito, e aqui como atual responsável oficial principal da Saúde Mental em Portugal, estou certo que a Conferência permitirá manter acesa a chama do pensamento e da perspetiva clínica do V/ Pai, sobretudo entre os profissionais mais jovens do setor, a quem muitas vezes vai faltando um modelo científico e humano que os cative e, em sequência, aprofundem e pratiquem.

Obrigado pois pela V/ iniciativa.

Melhores cumprimentos

Álvaro Andrade de Carvalho
Diretor do Programa Nacional para a Saúde Mental
Direção-Geral da Saúde”

5 de Agosto de 2013


“Conheci bem o Prof. João dos Santos quando, professora na então Escola Superior de Educação pela Arte, assistia a reuniões na Casa da Praia onde também trabalhei individualmente com algum jovem (encontrei recentemente apontamentos de um dialogo que tive com um deles!)
Fiz, na época, também voluntariado no Júlio de Matos com diversos adolescentes. Utilizava movimento, drama e artes plásticas. O ter tido também estas experiências me enriqueceu muito e até tenho algures um texto que escrevi em 1980 e que tem comentários de João dos Santos!
Bem haja p/esta iniciativa de homenagem. Os Professores Arquimedes da Silva Santos, Coimbra de Matos e João dos Santos foram figuras muito importantes na minha aprendizagem e conhecimento psicopedagógico e terapêutico em Portugal.”
Laura Cesana

30 de Julho de 2013


“Durante o curso na Escola Superior de Educadores de Infância Maria Ulrich a Dra. Manuela Fonseca deu-nos a conhecer a sabedoria do Dr João dos Santos. Já lá vão quase 30 anos e nunca mais o esqueci. É o meu pedagogo de eleição.”
Teresa Seabra

6 de Julho de 2013


““O Professor Dr. João dos Santos deixou-nos muitos testemunhos e a sua sabedoria dentro deles. Visitava a nossa Instituição várias vezes como autêntico feiticeiro transformador de mentalidades, raramente dava receitas e ainda muito menos respondia às questões apresentadas, contando-nos histórias de crianças deixando-as como um sopro de vento num rasto de profunda reflexão.
No século vinte estas instituições eram uma amálgama de problemáticas na área das diferenças de destruturação mental e défices sociais onde a fragilidade da criança indefesa e maltratada era habitat natural.”
Ester Costa

6 de Junho de 2013


“Os meus Parabéns por não deixarem esquecer os verdadeiros Homens deste país e por nos ajudarem a nós, mais novos, que o conhecimento, aprendizagem e partilha apenas nos faz melhores se as conseguirmos aplicar e essencialmente transmitir esses ensinamentos aos outros.
Bem hajam….”
Jorge Ramalheira

10 de Maio de 2013


“João dos Santos é e sempre foi para mim a referência mais lúcida, que me acompanha há trinta anos no exercício da minha profissão de educador. Os seus Ensaios sobre Educação são uma fonte de ensinamentos, de reflexões que nos interrogam e questionam na nossa prática diária.”
Tive o prazer e o privilégio de em novembro de dois mil,  na minha qualidade de então coordenador do Sindicato dos Professores da Madeira, ter organizado o 1º Encontro Regional de Educação Pré-escolar sob o lema  “Quanto Pesa a Lua?”. O titulo foi inspirado num texto de João dos Santos e a apresentação do encontro procurou homenagear o pensamento, a vida e obra do mestre. Este encontro do qual guardo gratas recordações decorreu durante dois dias no extinto hotel Savoy, contou com a presença de mais de quatro centenas de docentes da região, a maioria deles obviamente educadores de infância.
Tive o privilégio de contar entre os oradores com a presença de colegas e colaboradores de João dos Santos, como o Drº Bairrão Ruivo, a Drª Teresa Vasconcelos e o Drº João Formosinho. À sua dimensão este evento pretendeu divulgar a obra de João dos Santos, infelizmente ainda pouco ou mesmo desconhecida para muitos  profissionais de educação.
Para além de todo o aspeto cientifico existe sem dúvida nos escritos de João dos Santos todo um saber humanista, de bom senso, que infelizmente muita falta faz no atual sistema educativo.
Sobre a importância da infância e a ação dos profissionais de educação de infância gostaria de terminar citando João das Santos “Cada pessoa guarda um segredo. O segredo do homem é a própria infância.”
Obrigado
Moisés Neves
Educador de Infância em exercício de funções docentes no Agrupamento de Escolas de Almancil, Loulé

28 de Março de 2013


Cara Paula Lobo: como entusiasta pela obra de João dos Santos tenho, ao longo da minha vida profissional, usado com a máxima frequência os ensinamentos que por ele nos foram deixados. Sou psicóloga, professora no Instituto Politécnico da Guarda e sinto a obrigação de me associar a este evento. Como só agora fui informada pela direcção da minha Escola (Escola superior de educação, comunicação de desporto) vou pensar de que modo poderei pôr em prática este meu desejo. Fique a saber que usei tanto e levei tantos alunos – nomeadamente professores de ensino básico e educadores de infância – a conhecerem a obre desse Grande vulto da Psicologia e da Psicanálise portuguesas que fiquei conhecida pela professora da casa da praia. Lamentavelmente, nem todos os profissionais da psicologia e da educação conhecem a obra de João dos Santos e, por isso, esta é uma óptima oportunidade para a divulgarmos.
Parabéns pela iniciativa e permita-me cumprimentá-la com afecto acrescido por ser filha de alguém que para mim foi um verdadeiro Pai científico.

Isabel Portugal

4 de Março de 2013


Foi com muito prazer que recebi a informação da iniciativa que estão a desenvolver. Sou psicóloga de formação e tive ainda o privilégio de ter sido aluna do Professor João dos Santos, na Faculdade de Psicologia de Lisboa. Foi uma experiência humana e formativa que nunca esquecerei. Terei, pois, todo o prazer em divulgar e, eventualmente, organizar um evento que permita um conhecimento mais profundo e alargado do seu contributo para a educação e o relacionamento humanos. Nesse sentido, gostaria de conhecer a vossa disponibilidade em colaborarem com a ESE na organização da iniciativa, que poderia ter lugar no início do próximo ano letivo.
As ações e reflexões protagonizadas pelo Professor João dos Santos permitiram-me consciencializar a dimensão relacional sempre presente na pesquisa psicológica e educacional. Permitiram-me compreender a importância das vivências precoces (“Tudo começa no berço”) e relacionais para o desenvolvimento da inteligência e “olhar” de uma forma deslumbrada para o imenso saber construído pelas crianças antes da escolarização formal. Para o Professor João dos Santos inteligência e afeto estavam intrinsecamente relacionados e essa compreensão tornava-se evidente na visão que tinha sobre as crianças, no respeito pela interação não dominada pelo poder do adulto mas marcada por uma partilha de saber e de afetos. O jogo, a motricidade, a aprendizagem da leitura…processos que valorizou e integrou em todas as suas frentes de atuação.
No meu percurso de 29 anos na formação de educadores de infância e professores, os seus textos e o seu percurso continuam uma referência que assumo como fundamental para as novas gerações. Num período em que a infância vivencia processos e contextos que comprometem o desenvolvimento da sua inteligência e bem estar, urge divulgar a sua visão profunda e clarificadora sobre o ser humano.
Cristina Maria Gonçalves Pereira
Psicóloga
Professora na Escola superior de Educação do Instituto Politécnico de Castelo Branco

2 de Março de 2013


João dos Santos foi o meu melhor livro. Por isso concordo e louvo o contributo de Maria José Vidigal. Obrigada.

Glória Mª Marreiros

1 de Março de 2013


Tive a felicidade de ouvir algumas plaestras e sessões com o professor João dos Santos, ouvinte dos programas de rádio, no tempo que frequentei os cursos de Magistério Primário e de seguida o de Educação pela Arte (no Conservatório Nacional).

Os seus livros e programas de rádio, estiveram e estão muito presentes, ontem, hoje e no amanhã.
Hoje como professor bibliotecário no 1º ciclo, recorro frequentemente aos seus textos, para minha reflexão sobre o trabalho que desenvolvo.
Muito agradecido.

Acácio Carreira
28 de Fevereiro de 2012


A memória do que aprendi com João dos Santos no campo da pedagogia é por mim permanentemente reavivada quando o evoco a ele e aos seus escritos nas aulas que preparo para alunos dos cursos em educação.

Maria Teresa Santos

Escola Superior de Educação de Beja

27 de Fevereiro de 2012


Ex-ma Senhora Doutora Maria José Vidigal,

Um texto admirável sobre João dos Santos, como tudo o que sempre nos ensina sobre este grande cientista e humanista que foi João dos Santos, e que a Senhora Doutora tão bem conheceu, Como discípula e, depois, como colega colaboradora no trabalho clínico que, com João dos Santos, exerceu e, no seguimento das ideias tão actualmente inovadoras, continua a exercer. Podermos contar – clientes, investigadores, médicos, psicológos, professores, sociólogos…, todos quantos se interessam pela saúde mental da «Criança do Homem».-.. como João dos Santos gostava de dizer, é um privilégio inestimável. Senhora Doutora Maria José Vidigal, muito obrigada pela inciativa que teve em abrir este espaço de diálogo, e de aprendizagem.

Maria Eugénia de Carvalho e Branco

26 de Fevereiro de 2012


Em 1980-81 tive o privilégio de conhecer pessoalmente o Dr. João dos Santos, em contexto de entrevista que nos concedeu, na Casa da Praia; o impacto foi intenso, duradouro; até hoje, permanece a impressão serena, de sensibilidade, humildade e disponibilidade incondicional que os Homens sábios emanam. Desde esse dia, tornou-se um guia para mim, uma referência fundacional.

Congratulo calorosamente pelas iniciativas, que mantêm presente e divulgam a obra e o pensamento.

Paula Santos

Universidade de Aveiro, Departamento de Educação

26 de Fevereiro de 2012


O Dr. João Santos e a Reabilitação em Paralisia Cerebral

O Dr. João Santos foi fundador da LPDM (Liga Portuguesa dos Deficientes Motores), entidade que acolheu o 1º Centro de Reabilitação de Paralisia Cerebral em Portugal, criado pela Srª. D. Maria Luisa Amaral Alves. Este Centro, num r/c da Alameda das Linhas de Torres, funcionou até que a Fundação Adolfo Vieira de Brito decidiu apoiar a causa da Paralisia Cerebral, instalando um Centro em Alvalade. Pouco tempo durou esta iniciativa, e, tendo o Centro da FAVB fechado, foi criada a Associação Portuguesa de Paralisia Cerebral (APPC), instalada numa moradia cedida para o efeito na Av. Brasil. As condições eram muito precárias, e o Centro foi transferido para a Av. José Malhoa, também em moradia cedida a título precário.
Foi então que a Fundação Calouste Gulbenkian decidiu apoiar a Associação e financiar a construção dum Centro de Pais na Av. Rainha D. Amélia. A partir daí foram sendo criados Núcleos Regionais por todo o país, hoje associações autónomas, congregados numa Federação.
Esteve pois o Dr. João Santos na origem de todo o movimento em Portugal em prol das pessoas com Paralisia Cerebral.
Eng.º José Manuel Antelo
Presidente de Direcção da Associação de Paralisia Cerebral de Lisboa

26 de Fevereiro de 2012


Tive o privilégio de conhecer a obra de João dos Santos através do estudo rigoroso e amplo de Maria Eugénia Carvalho e Branco: João dos Santos: saúde mental e educação. Lisboa, Coisas de Ler, 2010.
Temos estudado João dos Santos na Linha de História da Educação Comparada do nosso Programa de Pós-Graduação em Educação Brasileira, Eixo: Família, Sexualidade e Educação, coordenado pela colega Dra Patricia Holanda.
Em setembro de 2013, de 24 a 27, realizaremos o XII Congresso de História da Educação do Ceará, onde João dos Santos deverá ser um de nossos homenageados!
Saudações acadêmicas,
Maria Juraci Maia Cavalcante
Professora Titular da Universidade Federal do Ceará, em Fortaleza-Brasil
Pesquisadora e Docente do Instituto de Educação da Universidade de Lisboa, de 2009-2010
19 de Fevereiro de 2013


Desejo o maior sucesso.

O meu sincero reconhecimento pela iniciativa e pela justa homenagem ao homem e ao profissional. Foi e é uma referência, um exemplo, uma inspiração.

Dra. Isabel Carvalho

19 de Fevereiro de 2013


João dos Santos, um mestre que gosto de beber com o coração para sustentar a minha prática pedagógica!
Mafalda Sofia Gonçalves Borges Coito

Agrupamento D. Dinis – Odivelas

19 de Fevereiro de 2013


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  • Proposta de Lei n.º 34 / XIII – Definição de ATO MÉDICO

    O XXI Governo Constitucional, no seu programa para a saúde, estabelece como prioridades aperfeiçoar a gestão dos recursos humanos e a motivação dos profissionais de saúde, apostando em novos modelos de cooperação entre profissionais de saúde, no que respeita à repartição de competências e responsabilidades e melhorar a qualidade dos cuidados de saúde, apostando em modelos de governação da saúde baseados na melhoria contínua da qualidade de garantia da segurança do doente… (Siga esta LIGAÇÃO para aceder ao documento de Proposta de Lei n.º 34/XIII.).

    Existe actualmente uma proposta de diálogo relativo à formulação do Artigo 5 desta proposta de lei, em que se define o ATO MÉDICO.

     
     
     

     
     
  • Cecília Menano, João dos Santos e Maria Emília Brederode Santos em conversa

    Clique na seguinte ligação para para visualizar este vídeo do Instituto de Tecnologia Educativa – RTP (1975) A Escolinha de Arte de Cecília Menano – com Cecília Menano, João dos Santos e Maria Emília Brederode Santos, que foi muito generosamente disponibilizado pelo Dr Daniel Sasportes (19 minutos). [Clique nesta ligação]

     


  • Programa IFCE no Ar, Radio Universitária

    Entrevista sobre o andamento do curso à distância “Introdução ao Pensamento de João dos Santos”

    Entrevista gravada com a coordenadora do curso “Introdução ao Pensamento de João dos Santos”, Professora Patrícia Holanda da Linha de História da Educação Comparada da UFC (Universidade Federal do Ceará), com o Doutor Luís Grijó dos Santos (filho de João dos Santos), e a coordenadora pedagógica do curso Professora Ana Cláudia Uchôa Araújo da Directoria da Educação à Distancia do IFCE (Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará). A entrevista foi realizada pelo jornalista Hugo Bispo do Programa IFCE no Ar em 3 de Novembro de 2016.

    Para ouvir a gravação desta entrevista clique nesta ligação.

     


     

  • “Histórias de mulheres” é finalista da 58º edição do Prêmio Jabuti

     

    O livro "Histórias de mulheres: amor, violência e educação", organizado por Maria Juraci Maia Cavalcante, Patrícia Helena Carvalho Holanda e Zuleide Fernandes de Queiroz, é finalista na categoria "Educação e Pedagogia" da 58ª edição do Prêmio Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro, considerado o mais importante prêmio do livro brasileiro.

    A obra, lançada em 2015 pelas Edições UFC, conta, entre outros, com artigos da Professora Patrícia Helena Carvalho Holanda e do Professor Pedro Parrot Morato “A Mulher e a Família à Luz do Referencial Santiano na Perspectiva Comparada Brasil-Portugal”, e da Dra Clara Castilho “A Mãe e a Escola como Promotores de Inclusão Social das Crianças com Necessidades Especiais na Abordagem de João dos Santos”.

    Maria Juraci Maia Cavalcante e Patrícia Helena Carvalho Holanda são professoras da Faculdade de Educação da UFC. A obra pode ser adquirida na Livraria da Universidade Federal do Ceará (área 1 do Centro de Humanidades – Av. da Universidade, 2683, Benfica).

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