Ontem foi dia de Casa de Praia, isto é, ontem foi de reencontro(s) … *

“A minha amizade, admiração e respeito por João dos Santos começou quando ainda eu não sabia muito bem que rumo dar à minha vida (primeiramente pessoal e depois profissional). Tinha uma ideia do que queria ser, talvez uma ideia sonhadora (como são todas as ideias quando a idade ainda não amadureceu). Quando andamos à procura de respostas, por norma elas escapam-se por entre os afazeres do quotidiano, por isso é tão importante termos perto de nós pessoas que nos ensinam a esperar, mesmo quando a vida nos exige rapidez e escolhas urgentes. Tive (e tenho a sorte) de ter junto de mim o meu pai que sempre que necessário me lembra que existem situações que carecem de esperas, e que jamais essas esperas são tempos perdidos. Foi num desses períodos de calmaria (quase forçada) da minha vida que me encontrei com João dos Santos e foi no prazer da sua companhia que decidi ser Educadora de Infância.

Liguei-me, com laços forte às suas palavras e fiz dos seus ensinamentos as bases sólidas e seguras da minha estrutura pedagógica e pessoal. Partilhamos (mesmo com os anos a separar-nos e com as vidas distintas de ambos) o puro Prazer de Existir (como tão bem ele ensinou), a admiração e o encantamento pela infância sem nunca esquecermos, amedrontarmos, abafarmos ou colocamos de parte a nossa criança interior. Uma criança viva, alegre, brincalhona e feliz que procura nos outros companheiros para construir algo de melhor neste mundo que tantas vezes parece solitário e abandonado.

Voltar à Casa da Praia a convite do estimado Drº Luís dos Santos é como regressar a um lugar muito dentro de mim. É uma viagem que faço tranquila e em paz às origens das minhas aprendizagens e faço-a sempre com um sorriso, de coração cheio, para agradecer as oportunidades que a vida me deu e continua a dar.

Casa da Praia – Centro Dr. João dos Santos é da mesma família da Associação Casa do Castelo, são casas que existem para que a infância possa ter uma morada fixa, para que assim seja mais fácil nos encontrarem, mas a verdade é que pessoas como nós que acreditamos na infância, que temos fé na criança e que jamais deixámos de sonhar, não temos código postal atribuído, ou explicando melhor, a humanidade é a nossa residência oficial.

Ontem foi dia de Casa de Praia, isto é, ontem foi de reencontro(s) …”

Ana Vidal Carvalho

Maio de 2018

Casa do Castelo - logotipo

* O texto em epígrafe refere ao dia 29 de Maio de 2018 e à apresentação da 5ª edição da obra de João dos Santos “A Casa da Praia: O PSICANALISTA NA ESCOLA”.


“Estimada Paula Santos:

Não quero deixar de testemunhar que o seu pai, Dr. João dos Santos, foi uma grande referência para mim, no perfil de psicoterapeuta.

Fui discípulo seu durante um ano no Hospital Santa Maria e, foi para mim uma experiência admirável pela grande capacidade de lidar com uma criança e através dela captar o seu micromundo. Depois, já na sua ausência, sem quaisquer outros dados, no Seminário dos Internos, descrevia, com espanto para nós, as personalidades dos pais, os seus conflitos, a qualidade de relacionamento. Não segui a psicanálise, mas foi com o seu pai, meu grande querido mestre, que me enriqueci no caminho da psiquiatria clássica.

O Dr. João dos Santos vai ser tardiamente homenageado pela Ordem dos Médicos, depois de tantas honrarias que recebeu e mereceu. Com esta nova Direcção, a Ordem está a tentar repor publicamente, o mérito de médicos ilustres esquecidos, muitos incómodos, para conhecimento das novas gerações de médicos, a bem dos princípios de justiça, dos valores e da história da medicina portuguesa.

Com os melhores cumprimentos

Júlio Pêgo (Psiquiatra)”

Novembro de 2014


Cecilia Menano MEDIUMCecília Menano não foi, (…) apenas uma das introdutoras da Educação Através da Arte em Portugal. Ela foi também um dos pioneiros no mundo, dessa forma de introduzir a criança no nosso mundo espiritual.João dos Santos

Na amizade, no trabalho, no encantamento pela criança e pela vida, na obra criada, Cecília Menano e João dos Santos estiveram e estão, muito próximos. Cilinha é uma Amiga.

De Cecília Menano, falecida no mês de Abril de 2014, publicamos a carta que nos dirigiu quando da realização da Conferência João dos Santos no século XXI.

Carta da Professora Cecilia Menano - 5 de Setembro de 2013


“Uma História de EN Cantar que é uma Estória de IN Sucesso”

Era uma vez um Menino que vivia numa terra muito distante. Numa terra onde os meninos às vezes dão problemas, ou melhor, onde às vezes os meninos têm problemas e por isso dão problemas.

A história que vos conto é de um Menino, chamado qualquer coisa, que vivia há já tempo com uns sapatos apertados, bastante apertados, para o tamanho dos seus pés (trata-se de um menino que nasceu com sapatos do seu tamanho mas, que foi crescendo e os sapatos nem por isso).

Como sabem, quando os sapatos estão apertados magoam e, o que é um fato nesta história, o Menino não conseguia ainda, explicar a sua maleita, a localização do seu sofrimento.

Era uma criança normal, bonita e fisicamente saudável, alta, de olhos e sorriso conquistadores. Normal, também, por ser um Menino que ia à escola como todos os outros, normal por existir enquanto Menino mas, que sofria por ter os sapatos apertados.

O problema é que, na escola dessa terra distante, este Menino não conseguia aprender o que estava programado para a aprendizagem dos meninos da sua idade, o que era suposto ser aprendido.

O Menino não conseguia estar sossegado nem atento: -agitava-se, era agressivo, disruptivo, mal criado e mal-educado, com falta de regras e de uma educação adequada (segundo o sistema vigente naquela terra distante).

Foi levado a um avaliador (como sabem os avaliadores servem para avaliar), para que se avaliasse a quantidade de problema. Lá chegado e arrastado, deparou-se com uma secretária, com uma pessoa por trás e um monte de papéis para preencher (imaginem-se com os pés doridos a serem obrigados a preencher papeis).

Feitas as contas por parte do avaliador, o Menino não só tinha um grave problema emocional e de agitação motora, como também se verificava nessa avaliação alguma quantidade de estupidez, ou seja, cognitivamente estúpido (imaginem-se a pensar normalmente com sapatos 3 números abaixo e sem os poder descalçar!).

Volta o Menino para a escola com um papel atestando a sua anormalidade mas… sem ninguém falar do calçado.

Os dias correm na escolinha, o problema continua para o Menino e os problemas continuam para as criaturas em seu redor. Tudo na mesma ou pior, pois os pés vão crescendo e o menino vai sofrendo (pena naquela escola não haver nenhum sapateiro!).

Como a coisa se ia agravando em termos de perturbabilidade, instabilidade e o que o caro leitor queira e consiga imaginar, o Menino foi levado a um curandeiro.

Lá chegado, com o nome do problema já bem diagnosticado por parte da escola e do avaliador, depara-se com alguém que está também por trás de uma secretária e pergunta a quem acompanha o Menino, o que se passa com ele.

Como já estava tudo bem explicado pelas personagens desta história, foi fácil para o curandeiro, por um lado reafirmar o nome da coisa que diziam do Menino, por outro, receitar uma mezinha para o sossegar. (adiantando a história, o curandeiro primeiro deu chás para acelerar o Menino, depois para (des)acelerar, e por fim somou os dois e mais um para quando a escola quiser administrar, seja ela qual for a situação e com quer que seja a personagem que esteja presente na aflição dos pés doridos).

Os dias foram correndo e o Menino foi crescendo (ele há chás que fazem os pés dormentes e não os deixam crescer!).

Foram-se passando anos e anos, o menino crescendo (em tamanho) de pés pequenos e doridos, sem aprender, umas vezes a dormir e outras vezes também.

Certo dia, apareceu uma fada boa que bateu de frente com o Menino. Olhou para ele, sentou-se no chão à sua frente e reparou nos seus pés, inchados, doridos, tristes, combalidos, sem futuro mas cheios de passado, a alimentarem coisas em vez de terem sido as coisas a alimentar os pés do Menino.

Essa fada, num ato simples, perguntou ao Menino se por acaso lhe custava andar. O Menino, de olhos trocados e língua enrolada disse-lhe que sim mas não conseguia explicar.

Não é que a fada, de joelhos frente ao menino lhe tirou os sapatos há já tempo de mais apertados!

O Menino respirou de alívio, olhou para a fada e disse-lhe: AGORA JÁ É TARDE DEMAIS.

João Laureano, Tu e Nós Todos, Lisboa, 23/1/2014

“Ao grande mestre que influenciou a minha vida pessoal e profissional, permanece em mim.”

Bernardette Proença

25 de Dezembro de 2013


“Recordar João dos Santos é voltar ao meu tempo de estudante estagiária, e recordar/ reviver de forma embebecida os encontros das segundas-feiras com o SENHOR que nos falava sobre o sentir atrás da angústia, traduzida em traços a que nós chamávamos desenhos de uma criança.

Não posso dizer que com ele aprendi, porque de forma alguma o faço como ele, mas posso dizer que a partir daí me predispus sempre a entender a pessoa que está por detrás do comportamento qualificado como desajustado.

Quase 40 anos depois agradeço essas horas.”

Adelaide do Espírito Santo
Instituto Politécnico de Beja

5 de Novembro de 2013


João dos Santos foi meu professor de Psicologia na escola de enfermeiras da Cruz Vermelha Portuguesa que há muitos anos frequentei.

Assisti a várias consultas por ele feitas quando em estágio no Centro de Saúde da Rua Coelho da Rocha em Lisboa, local pioneiro de uma visão diferente da Saúde Pública (1958/1960).

Era um senhor amável, risonho e doce. Também o revi várias vezes, com muita alegria minha, trepando a encosta agreste até ao Castelo de Sesimbra.

A imagem que me ficou dele foi de, sentado em cadeira baixinha, ouvindo pais ou consultando crianças mais numa conversa musical que formal!

Aprendi com ele a ser pessoa profissional e a dar importância à família, à criança e ao professor.

João dos Santos foi pioneiro no desenvolvimento da Saúde Mental na comunidade, deslocava-se a pedido dos Centros de Saúde, ou então solicitava a parte da sua equipa do então Centro de Saúde Mental Infantil de Lisboa, para discussão de casos com crianças de idade escolar, situações essas já filtradas e discutidas pelas equipas multidisciplinares de saúde escolar do Centro de Saúde de Oeiras, onde eu trabalhei metade da minha vida profissional.

O objetivo seria “equipar” as equipas locais para uma melhor triagem de casos, diminuindo as solicitações directas ao Centro de Saúde Mental.

Já no Centro de Atendimento a Toxicodependentes – Taipas, ajudei na organização de um Departamento de Atendimento com famílias.

A simplicidade e a procura de saberes do Dr. João dos Santos fez sempre parte da minha longa aprendizagem.

Não teria sido “por total acaso” que, mais tarde, durante anos me submeti a uma psicanálise, precisamente no mesmo gabinete de consultas onde o Professor João dos Santos creio que sempre trabalhou.

Ironias e acasos…

Enf.ª Maria Helena Barroso
Enfermeira Maria Helena Barroso MEDIUM

Centro de Saúde de Oeiras e Centro de Atendimento a Toxicodependentes Taipas, Lisboa.

28 de Outubro de 2013


“Ao longo da minha vida profissional, desde 1973, procurei no Dr. João dos Santos o seu saber para melhor qualidade na intervenção. Devo-lhe o meu obrigada. Tive o prazer de o conhecer e ouvir muito do seu saber.”
Ana Maria Campos do Couto e Silva Pinto

18 de Outubro de 2013


… penso que é mais importante aquilo que o mestre é do que aquilo que ele sabe

 
Carta de Joao dos Santos a Dra Maria Francisca Conceicao 1987

Cara Dra. Paula Santos Lobo,

Envio-lhe as digitalizações da carta e do texto que a minha mãe* recebeu da parte do Doutor João dos Santos em 1987, a propósito da organização do Encontro Nacional de Educadores de Infância realizado em Aveiro.

Ela guardou estes documentos cuidadosamente e entretanto ofereceu-mos, porque sabe que temos em comum a admiração pelo Mestre. Há alguns anos, eu estava a começar a estudar Psicologia e ainda não sabia quem era João dos Santos, quando um dia a minha mãe me pediu que transcrevesse uns textos dele (dos Ensaios Sobre Educação II) a computador.

Fiquei desconcertado e imediatamente rendido àquela forma de pensar. Longe ainda de perceber a importância do legado de João dos Santos, habituei-me a lê-lo, antes de mais, por prazer e pela inspiração. Passou a ser uma influência para mim que continuo a não saber medir, e que estranhamente me parece a de alguém com quem convivi. Julgo que partilho esta sensação com a minha mãe, e certamente com muitos dos leitores que não o conheceram.

E não será também disso que fala João dos Santos no texto que lhe envio (onde escreve: «… penso que é mais importante aquilo que o mestre é do que aquilo que ele sabe.»)?

João Francisco Barreto

Dra. Maria Francisca Barreto

“Prezados Drs. Paula Santos Lobo e Luís Grijó Santos

Acuso a receção do programa da Conferência comemorativa do centenário do nascimento do V/ Pai, comunicando a minha intenção de estar presente em permanência.

Quem conheceu a inestimável obra de João dos Santos e a sua atrativa personalidade (mais pelas intervenções, os escritos e as muitas iniciativas institucionais do que pela convivência, que foi esparsa mas muito cúmplice), não pode deixar de se sentir gratificado por integrar a Comissão de Honra do evento que, em boa hora, decidiram promover.

Com efeito, e aqui como atual responsável oficial principal da Saúde Mental em Portugal, estou certo que a Conferência permitirá manter acesa a chama do pensamento e da perspetiva clínica do V/ Pai, sobretudo entre os profissionais mais jovens do setor, a quem muitas vezes vai faltando um modelo científico e humano que os cative e, em sequência, aprofundem e pratiquem.

Obrigado pois pela V/ iniciativa.

Melhores cumprimentos

Álvaro Andrade de Carvalho
Diretor do Programa Nacional para a Saúde Mental
Direção-Geral da Saúde”

5 de Agosto de 2013


“Conheci bem o Prof. João dos Santos quando, professora na então Escola Superior de Educação pela Arte, assistia a reuniões na Casa da Praia onde também trabalhei individualmente com algum jovem (encontrei recentemente apontamentos de um dialogo que tive com um deles!)
Fiz, na época, também voluntariado no Júlio de Matos com diversos adolescentes. Utilizava movimento, drama e artes plásticas. O ter tido também estas experiências me enriqueceu muito e até tenho algures um texto que escrevi em 1980 e que tem comentários de João dos Santos!
Bem haja p/esta iniciativa de homenagem. Os Professores Arquimedes da Silva Santos, Coimbra de Matos e João dos Santos foram figuras muito importantes na minha aprendizagem e conhecimento psicopedagógico e terapêutico em Portugal.”
Laura Cesana

30 de Julho de 2013


“Durante o curso na Escola Superior de Educadores de Infância Maria Ulrich a Dra. Manuela Fonseca deu-nos a conhecer a sabedoria do Dr João dos Santos. Já lá vão quase 30 anos e nunca mais o esqueci. É o meu pedagogo de eleição.”
Teresa Seabra

6 de Julho de 2013


EU, NO SEU LUGAR, NÃO TERIA FEITO ASSIM

pretensiosa homenagem ao Dr. João dos Santos

Tenho o privilégio de ter muitas – todas muito saborosas – memórias de contacto pessoal direto com o Dr. João dos Santos, o meu grande mestre no ofício de aprendiz de feiticeiro. Melhor do que ninguém, foi ele quem, sempre me apoiando no esforço de tentar ser bom nesse tal ofício de aprendiz de feiticeiro, me soube fazer escutar e tomar consciência do aviso de que, nestas artes em que andamos a tentar ajudar os outros, “o que verdadeiramente importa é a Política e a Educação, tudo o mais vem depois disso.” Para termos a justa medida das coisas, nomeadamente do nosso poder de terapeutas.

A memória que aqui trago talvez seja especialmente única e, no seu aparente bom humor, realça a grandeza da humildade do meu mestre João dos Santos. É esse o meu desejo.

O primeiro contacto que tive com o Dr. João dos Santos foi na Clínica Infantil do Hospital Júlio de Matos, andava eu no 4.º ano do Curso de Psicologia, ramo de Psicologia Clínica, da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação de Lisboa, no ano de 1979 (Penso que não estou a errar na data…).

O Dr. João dos Santos fez, perante a turma de que eu fazia parte, a consulta a uma menina de lindos caracóis, que me trazia à ideia, na construção mental mais bonita que eu conseguia criar dessa personagem da ficção infantil do meu tempo de criança, a Zé das Aventuras dos 5 da escritora Enid Blyton.

No final da consulta, o Dr. João dos Santos, como seria seu timbre, já depois da criança se ter ido embora, deu aos alunos a palavra para perguntas e comentários.

Com a ingenuidade feita de boa fé e do entusiasmo cada vez mais afirmado pela “feitiçaria” em que me envolvia, levantei o braço e esperei. O Dr. João dos Santos deu-me a palavra, logo de seguida. Repito, de boa fé e cheio de entusiasmo, disse ao Dr. João dos Santos que tinha gostado muito da consulta mas que, se tivesse estado no lugar dele, eu não teria feito assim como ele tinha feito.

Dei-me conta que, depois de dizer isto, houve um silêncio quase gélido à minha volta. Apenas o Dr. João dos Santos sorriu e boamente soltou um breve, mas curioso – sinceramente curioso, pareceu-me – “Ai,  sim?!…”.  Perguntou-me o nome, como depois verifiquei que sempre fazia aos seus alunos, até lhos conhecer. Depois pediu-me que lhe dissesse o que pensava. Eu disse, e a seguir o Dr. João dos Santos comentou o que de mim ouviu, agradecendo o meu contributo e sem me fazer qualquer crítica, apenas acentuando os aspectos que lhe pareciam relevantes em termos da minha aprendizagem e da aprendizagem dos meus colegas.

A aula acabou por chegar ao fim. Assim que saímos da aula-consulta, alguns colegas meus apressaram-se a vir ter comigo, quase me encostando à parede, perguntando-me se eu tinha noção do que tinha feito, ou como é que eu tinha tido coragem de fazer o que tinha feito. Estranhei tamanha – e desproporcionada, no meu entender – reacção dos colegas e “defendi-me” dizendo que me sentira muito bem, que o professor nos pusera à vontade e que não tirei a palavra a ninguém; respeitei as regras do jogo e o professor não me fez qualquer censura ou reparo. Alguns insistiram em perguntar se eu sabia quem era o Dr. João dos Santos; eu respondia que não e insistia que tinha gostado muito da aula.

“A coisa passou”. Mais ou menos um ano depois, apresentei-me no gabinete da senhora directora do Dispensário Central do Centro de Saúde Mental Infantil, nas Amoreiras, a candidatar-me a um estágio de pré-graduação. Fui recebido pela muito querida e saudosa doutora Teresa Ferreira, de quem, por muita bondade sua, também, depois, me tornei amigo.

Fiz a minha apresentação pessoal como a Dr.ª Teresa Ferreira me pediu para fazer. A certa altura, num repente de espanto, a Dr.ª Teresa Ferreira interrompeu-me e exclamou: “Então és tu!…”. Eu, surpreendido com a reacção da minha futura responsável oficial de estágio, balbuciei: “Sou eu?… Mas quem sou eu, Dr.ª Teresa?…” Bem, noutro contexto, o que estas minhas interrogações, feitas ali à frente de uma psicanalista, não diriam sobre o estado da minha saúde mental!…

Foi então que, com muita doçura, a Dr.ª Teresa Ferreira me disse que já conhecia a história daquela aula-consulta. O Dr. João dos Santos, já falara dela na Sociedade Portuguesa de Psicanálise (ou, pelo menos, na conversa num grupo de membros da Sociedade de Psicanálise). Ele, assegurou-me a Dr.ª Teresa Ferreira, guardava uma recordação agradável dessa aula-consulta e tinha-lhes contado mais ou menos isto:

“Imaginem o que me aconteceu… dei uma consulta no Júlio de Matos e no fim quando pedi aos alunos que dissessem qualquer coisa, houve um que pediu para falar e disse-me que não concordava comigo e que teria feito de maneira diferente… depois explicou o seu ponto de visa… Sabem, soube-me bem ouvir alguém dizer que não concordava comigo… estou habituado a falar, a dizer coisas e toda a gente concorda sempre, soube-me bem ouvir alguém dizer que não concordava comigo… um rapazinho que ainda anda a ver se aprende como estas coisas se fazem… E sabem que mais? Ele tinha razão no que disse, tenho de o reconhecer…”

A Dr.ª Teresa Ferreira olhava para mim, parecia que queria mesmo perceber quem era o candidato a feiticeiro que tinha pela frente. Eu, pelo meu lado, saboreava o relato, olhando-a nos olhos, com alegre sentimento e ainda maior – mas escondida – vaidade!… O ano transcorrido desde a aula-consulta até àquele momento tinha-me trazido a noção de quem era e do que era o Dr. João dos Santos. Muito fui aprendendo com ele ao longo do ano; e até já tinha tido o privilégio de me tornar seu amigo. Amigo que ele várias vezes convidou para a sua casa de Sintra. “Senta-te, Fernando, aqui, ao pé de mim, nos cadeirões dos sábios, vamos conversar…”

Naquela aula, em que reencontrei a Zé maria-rapaz das Aventuras dos 5, o Dr. João dos Santos foi, sem dúvida nenhuma, aquela mãe suficientemente boa de Winnicott, que olhou a ousadia, o desplante do petiz, e o conduziu magicamente no seu processo de autonomia e crescimento, apoiando-lhe a confiança pessoal, o prazer de pensar e o prazer de fazer.

Com o diploma de aprendiz de feiticeiro nas mãos, tornei-me, por opção pessoal, professor do ensino secundário. Tenho constantemente presente na minha acção a tal ideia, que tomei também para mim, de que o que verdadeiramente importa é a Política e a Educação. Procuro estar atento aos alunos, acreditando sempre que eles possam dizer-nos coisas que nos enriqueçam, coisas que sejam novas e coisas que nos façam ser melhores. E todos os dias tento ser humilde, humilde, humilde; sobretudo quando, na minha condição de professor, ou clínico, ou noutro estatuto social qualquer em que assuma posição de poder ou convencional ascendência, me relaciono com quem esteja a fazer o seu crescimento pessoal (os alunos, em geral), ou confrontado com o (presumido) poder dos especialistas (os pais, antes dos demais).

Entre iguais, mantenho o à vontade e a presunção gaiata que manifestei perante o Dr. João dos Santos, “pecha” juvenil que, em geral, os meus interlocutores aceitam; mas foi ele quem, melhor que todos os outros (provavelmente porque aconteceu no momento mais crítico do meu desenvolvimento académico), e até hoje, soube aceitar boamente, tolerantemente, a ousadia do petiz e, desse modo, lhe deu a notável oportunidade de ser cada vez melhor – melhor pessoa, melhor psicólogo, melhor educador, melhor cidadão.

Um grande abraço de admiração e gratidão, Dr. João dos Santos! É na minha vida, todos os dias, uma força aconchegante e que me mantém a caminho da Utopia.

Fernando Pinto, em 17 de junho de 2013

fernandopinto@queiroz.pt


““O Professor Dr. João dos Santos deixou-nos muitos testemunhos e a sua sabedoria dentro deles. Visitava a nossa Instituição várias vezes como autêntico feiticeiro transformador de mentalidades, raramente dava receitas e ainda muito menos respondia às questões apresentadas, contando-nos histórias de crianças deixando-as como um sopro de vento num rasto de profunda reflexão.
No século vinte estas instituições eram uma amálgama de problemáticas na área das diferenças de destruturação mental e défices sociais onde a fragilidade da criança indefesa e maltratada era habitat natural.”
Ester Costa

6 de Junho de 2013


“Os meus Parabéns por não deixarem esquecer os verdadeiros Homens deste país e por nos ajudarem a nós, mais novos, que o conhecimento, aprendizagem e partilha apenas nos faz melhores se as conseguirmos aplicar e essencialmente transmitir esses ensinamentos aos outros.
Bem hajam….”
Jorge Ramalheira

10 de Maio de 2013


“João dos Santos é e sempre foi para mim a referência mais lúcida, que me acompanha há trinta anos no exercício da minha profissão de educador. Os seus Ensaios sobre Educação são uma fonte de ensinamentos, de reflexões que nos interrogam e questionam na nossa prática diária.”
Tive o prazer e o privilégio de em novembro de dois mil,  na minha qualidade de então coordenador do Sindicato dos Professores da Madeira, ter organizado o 1º Encontro Regional de Educação Pré-escolar sob o lema  “Quanto Pesa a Lua?”. O titulo foi inspirado num texto de João dos Santos e a apresentação do encontro procurou homenagear o pensamento, a vida e obra do mestre. Este encontro do qual guardo gratas recordações decorreu durante dois dias no extinto hotel Savoy, contou com a presença de mais de quatro centenas de docentes da região, a maioria deles obviamente educadores de infância.
Tive o privilégio de contar entre os oradores com a presença de colegas e colaboradores de João dos Santos, como o Drº Bairrão Ruivo, a Drª Teresa Vasconcelos e o Drº João Formosinho. À sua dimensão este evento pretendeu divulgar a obra de João dos Santos, infelizmente ainda pouco ou mesmo desconhecida para muitos  profissionais de educação.
Para além de todo o aspeto cientifico existe sem dúvida nos escritos de João dos Santos todo um saber humanista, de bom senso, que infelizmente muita falta faz no atual sistema educativo.
Sobre a importância da infância e a ação dos profissionais de educação de infância gostaria de terminar citando João das Santos “Cada pessoa guarda um segredo. O segredo do homem é a própria infância.”
Obrigado
Moisés Neves
Educador de Infância em exercício de funções docentes no Agrupamento de Escolas de Almancil, Loulé

28 de Março de 2013


Cara Paula Lobo: como entusiasta pela obra de João dos Santos tenho, ao longo da minha vida profissional, usado com a máxima frequência os ensinamentos que por ele nos foram deixados. Sou psicóloga, professora no Instituto Politécnico da Guarda e sinto a obrigação de me associar a este evento. Como só agora fui informada pela direcção da minha Escola (Escola superior de educação, comunicação de desporto) vou pensar de que modo poderei pôr em prática este meu desejo. Fique a saber que usei tanto e levei tantos alunos – nomeadamente professores de ensino básico e educadores de infância – a conhecerem a obre desse Grande vulto da Psicologia e da Psicanálise portuguesas que fiquei conhecida pela professora da casa da praia. Lamentavelmente, nem todos os profissionais da psicologia e da educação conhecem a obra de João dos Santos e, por isso, esta é uma óptima oportunidade para a divulgarmos.
Parabéns pela iniciativa e permita-me cumprimentá-la com afecto acrescido por ser filha de alguém que para mim foi um verdadeiro Pai científico.

Isabel Portugal

4 de Março de 2013


Foi com muito prazer que recebi a informação da iniciativa que estão a desenvolver. Sou psicóloga de formação e tive ainda o privilégio de ter sido aluna do Professor João dos Santos, na Faculdade de Psicologia de Lisboa. Foi uma experiência humana e formativa que nunca esquecerei. Terei, pois, todo o prazer em divulgar e, eventualmente, organizar um evento que permita um conhecimento mais profundo e alargado do seu contributo para a educação e o relacionamento humanos. Nesse sentido, gostaria de conhecer a vossa disponibilidade em colaborarem com a ESE na organização da iniciativa, que poderia ter lugar no início do próximo ano letivo.
As ações e reflexões protagonizadas pelo Professor João dos Santos permitiram-me consciencializar a dimensão relacional sempre presente na pesquisa psicológica e educacional. Permitiram-me compreender a importância das vivências precoces (“Tudo começa no berço”) e relacionais para o desenvolvimento da inteligência e “olhar” de uma forma deslumbrada para o imenso saber construído pelas crianças antes da escolarização formal. Para o Professor João dos Santos inteligência e afeto estavam intrinsecamente relacionados e essa compreensão tornava-se evidente na visão que tinha sobre as crianças, no respeito pela interação não dominada pelo poder do adulto mas marcada por uma partilha de saber e de afetos. O jogo, a motricidade, a aprendizagem da leitura…processos que valorizou e integrou em todas as suas frentes de atuação.
No meu percurso de 29 anos na formação de educadores de infância e professores, os seus textos e o seu percurso continuam uma referência que assumo como fundamental para as novas gerações. Num período em que a infância vivencia processos e contextos que comprometem o desenvolvimento da sua inteligência e bem estar, urge divulgar a sua visão profunda e clarificadora sobre o ser humano.
Cristina Maria Gonçalves Pereira
Psicóloga
Professora na Escola superior de Educação do Instituto Politécnico de Castelo Branco

2 de Março de 2013


João dos Santos foi o meu melhor livro. Por isso concordo e louvo o contributo de Maria José Vidigal. Obrigada.

Glória Mª Marreiros

1 de Março de 2013


Tive o privilégio de conhecer a obra de João dos Santos através do estudo rigoroso e amplo de Maria Eugénia Carvalho e Branco: João dos Santos: saúde mental e educação. Lisboa, Coisas de Ler, 2010.
Temos estudado João dos Santos na Linha de História da Educação Comparada do nosso Programa de Pós-Graduação em Educação Brasileira, Eixo: Família, Sexualidade e Educação, coordenado pela colega Dra Patricia Holanda.
Em setembro de 2013, de 24 a 27, realizaremos o XII Congresso de História da Educação do Ceará, onde João dos Santos deverá ser um de nossos homenageados!
Saudações acadêmicas,
Maria Juraci Maia Cavalcante
Professora Titular da Universidade Federal do Ceará, em Fortaleza-Brasil
Pesquisadora e Docente do Instituto de Educação da Universidade de Lisboa, de 2009-2010
19 de Fevereiro de 2013


Desejo o maior sucesso.

O meu sincero reconhecimento pela iniciativa e pela justa homenagem ao homem e ao profissional. Foi e é uma referência, um exemplo, uma inspiração.

Dra. Isabel Carvalho

19 de Fevereiro de 2013


João dos Santos, um mestre que gosto de beber com o coração para sustentar a minha prática pedagógica!
Mafalda Sofia Gonçalves Borges Coito

Agrupamento D. Dinis – Odivelas

19 de Fevereiro de 2013


Tive a felicidade de ouvir algumas plaestras e sessões com o professor João dos Santos, ouvinte dos programas de rádio, no tempo que frequentei os cursos de Magistério Primário e de seguida o de Educação pela Arte (no Conservatório Nacional).

Os seus livros e programas de rádio, estiveram e estão muito presentes, ontem, hoje e no amanhã.
Hoje como professor bibliotecário no 1º ciclo, recorro frequentemente aos seus textos, para minha reflexão sobre o trabalho que desenvolvo.
Muito agradecido.

Acácio Carreira
28 de Fevereiro de 2012


A memória do que aprendi com João dos Santos no campo da pedagogia é por mim permanentemente reavivada quando o evoco a ele e aos seus escritos nas aulas que preparo para alunos dos cursos em educação.

Maria Teresa Santos

Escola Superior de Educação de Beja

27 de Fevereiro de 2012


Ex-ma Senhora Doutora Maria José Vidigal,

Um texto admirável sobre João dos Santos, como tudo o que sempre nos ensina sobre este grande cientista e humanista que foi João dos Santos, e que a Senhora Doutora tão bem conheceu, Como discípula e, depois, como colega colaboradora no trabalho clínico que, com João dos Santos, exerceu e, no seguimento das ideias tão actualmente inovadoras, continua a exercer. Podermos contar – clientes, investigadores, médicos, psicológos, professores, sociólogos…, todos quantos se interessam pela saúde mental da «Criança do Homem».-.. como João dos Santos gostava de dizer, é um privilégio inestimável. Senhora Doutora Maria José Vidigal, muito obrigada pela inciativa que teve em abrir este espaço de diálogo, e de aprendizagem.

Maria Eugénia de Carvalho e Branco

26 de Fevereiro de 2012


Em 1980-81 tive o privilégio de conhecer pessoalmente o Dr. João dos Santos, em contexto de entrevista que nos concedeu, na Casa da Praia; o impacto foi intenso, duradouro; até hoje, permanece a impressão serena, de sensibilidade, humildade e disponibilidade incondicional que os Homens sábios emanam. Desde esse dia, tornou-se um guia para mim, uma referência fundacional.

Congratulo calorosamente pelas iniciativas, que mantêm presente e divulgam a obra e o pensamento.

Paula Santos

Universidade de Aveiro, Departamento de Educação

26 de Fevereiro de 2012


O Dr. João Santos e a Reabilitação em Paralisia Cerebral

O Dr. João Santos foi fundador da LPDM (Liga Portuguesa dos Deficientes Motores), entidade que acolheu o 1º Centro de Reabilitação de Paralisia Cerebral em Portugal, criado pela Srª. D. Maria Luisa Amaral Alves. Este Centro, num r/c da Alameda das Linhas de Torres, funcionou até que a Fundação Adolfo Vieira de Brito decidiu apoiar a causa da Paralisia Cerebral, instalando um Centro em Alvalade. Pouco tempo durou esta iniciativa, e, tendo o Centro da FAVB fechado, foi criada a Associação Portuguesa de Paralisia Cerebral (APPC), instalada numa moradia cedida para o efeito na Av. Brasil. As condições eram muito precárias, e o Centro foi transferido para a Av. José Malhoa, também em moradia cedida a título precário.
Foi então que a Fundação Calouste Gulbenkian decidiu apoiar a Associação e financiar a construção dum Centro de Pais na Av. Rainha D. Amélia. A partir daí foram sendo criados Núcleos Regionais por todo o país, hoje associações autónomas, congregados numa Federação.
Esteve pois o Dr. João Santos na origem de todo o movimento em Portugal em prol das pessoas com Paralisia Cerebral.
Eng.º José Manuel Antelo
Presidente de Direcção da Associação de Paralisia Cerebral de Lisboa

26 de Fevereiro de 2012


© 2013-2024 joaodossantos.net. Todos os Direitos Reservados/All RightsReserved.

Joao do Santos

João dos Santos
1913 – 1987


O Olhar de João dos Santos Sob os Laços Familiares, Infância e Educação
XXIV Colóquio AFIRSE – Lisboa, Fevereiro de 2017

Patrícia Helena Carvalho Holanda, Linha História e Educação Comparada da Universidade Federal do Ceará

RESUMO O trabalho é um recorte de uma investigação desenvolvida no âmbito do estágio sênior pós-doutoral na Faculdade de Motricidade Humana – UL, apoiada pela CAPES, que tem por intuito compreender como as instituições escolares lidaram no passado com a família, enquanto instituição educadora a elas associada, e como estão lidando hoje com as novas configurações familiares, refletidas nas subjetividades dos seus atores, e diante de um conjunto de reformas educacionais, em especial, das políticas de inclusão social, tentadas, na última década, no Brasil e em Portugal. Além do enfoque histórico, utiliza uma abordagem psicossocial, desenvolvida em Portugal, na segunda metade do século XX, relacionada com a obra de João dos Santos, que, de acordo com alguns registros biográficos, pertence à segunda geração de psicanalistas ligados a Freud (1856-1939). No exílio em Paris, durante o regime salazarista, terá convivido com psicanalistas franceses importantes e se aproximado dos estudos de Piaget (1896-1980) e Wallon (1879-1963). Ele é considerado hoje um dos introdutores da Psicanálise e um dos fundadores do Grupo de Estudos Português de Psicanálise. Baseado na Teoria Psicanalítica e em suas investigações no campo da Psicologia Genética, elegeu como sua preocupação central compreender o funcionamento mental da criança, a origem de suas perturbações, bem como a revelação dos sintomas e seus significados. O objetivo deste trabalho é de apresentar as ideias centrais de Santos, com a finalidade de entender sua contribuição para o entendimento do conceito moderno de infância, no âmbito da família e escola, associada com a problemática posta por ARIÈS (1978), no campo da história social. O estudo parte de escritos e estudos bibliográficos sobre Santos, como é o caso da tese de doutorado de Branco (2010). A leitura da obra de Santos explicita o lugar que ele destina à Psicanálise, ao defender que esse referencial teórico não deve ficar restrito, apenas ao consultório dos analistas e a coloca a serviço da educação, na escola, inclusive na sala de aula, em prol de uma compreensão mais abrangente do desenvolvimento infantil, à medida que concebeu ensinamentos originais inovadores de formação de pais e professores e apresenta um referencial que oferece um enfoque interdisciplinar, associado com a Psiquiatria e a Psicanálise, que abre também possibilidade nova de estudos no campo da psicopedagogia.
Clique nesta ligação para aceder a este artigo publicado no XXIV Colóquio do AFIRSE em Lisboa, Fevereiro de 2017


Direitos da Criança, Direitos do Homem

Juiz Conselheiro Armando Leandro XXI Jornadas da Prática Profissional que decorreram na Escola Superior de Educação de Santarém, 8 e 9 de Novembro de 2013, subordinadas ao tema ” O Segredo do Homem é a Própria Infância”- Pensar em Educação com João dos Santos.


OUVIR

Dr João Sousa Monteiro, Psicanalista

Lisboa, 29 de Agosto, de 2016

Dedico esta curta história a João dos Santos, o meu grande Mestre na difícil arte de ouvir, e na descoberta da interminável preciosidade do silêncio.

Um dia, num intervalo das gravações de um dos programas de Rádio que tive o privilégio de fazer com João dos Santos, dei um pequeno passeio pelas ruas contíguas aos estúdios. Estava uma tarde de Primavera tranquila e cheia da luz doirada e doce de Lisboa. Subia uma pequena rua onde as árvores confirmavam a doçura daquela tarde. Naquele momento, ninguém passava na rua. Assim, sossegadamente, gozava uns minutos de pausa no trabalho de montagem de mais um programa que seria transmitido naquela noite. Foi nessa altura que um homem, vindo do lado de cima, virava agora a esquina, e começava a descer aquela mesma rua, e pelo mesmo passeio em que eu a subia. Assumi, tacitamente, que aquele homem e eu iríamos passar um pelo outro, naturalmente, e cada um de nós seguiria o seu caminho, como acontece tantas vezes, em cada hora que passa, numa cidade onde há ruas e pessoas que as percorrem e se cruzam. Não foi, porém, isto o que naquele momento daquela tarde tranquila aconteceu. [Ler texto completo]


Congresso Internacional “O Prazer de Existir”

Fundação Liga, 7 Maio 2016

Conferência proferida pelo Professor Doutor Guilherme d’Oliveira Martins * Clique na imagem ou aqui para ver a conferência proferida pelo Professor Doutor Guilherme d’Oliveira Martins.    


A ESCOLINHA DE ARTE DE CECÍLIA MENANO

Falar educação
Colaboração de Cecília Menano e João dos Santos

Este “Anexo 11” da tese de doutoramento da Professora Doutora Maria João Craveiro Lopes, “Pioneiras da Educação pela Arte”, Universidade de Évora, Março de 2015, foi generosamente disponibilizado pela autora.


Resenha dos Médicos Psiquiatras em Portugal do Século XIII ao Século XX

Dra. Maria José Vidigal

Novembro de 2014

A história da Psiquiatria tem um longo passado e as mais recuadas referências às doenças mentais remontam aos Egípcios, Mesopotâmicos, Gregos, Romanos e Hindus. Em Portugal, o Papa português João XXI (1215-1277) nascido em Lisboa, mais conhecido por Pedro Hispano, escreveu textos de interesse psicológico e psiquiátrico. Foi famoso como médico, filósofo, professor e matemático. Miguel Ângelo, quando adoeceu gravemente dos olhos, enquanto pintava a Capela Sistina, tratou-se com um remédio de Pedro Hispano. Uma das suas obras em que são referidas várias doenças e respectivas curas, com cerca de uma centena de edições, é traduzida em doze línguas. Outra figura de destaque é Garcia da Orta que nasceu em 1501, em Castelo de Vide, de pais judeus espanhóis. Estudou Medicina, Filosofia e Artes nas Universidades de Salamanca e Alcalá de Henares. Regressou a Castelo de Vide e depois mudou-se para Lisboa e foi médico de D.João III. Em 1534 embarcou para a Índia e estabeleceu-se como médico em Goa, onde ganhou grande prestígio. Foi amigo de Luís de Camões. Só após a sua morte, a Inquisição moveu uma guerra feroz à sua família. Essa perseguição culminou em 1508 com a exumação dos seus restos mortais e depois queimados. [Ler texto completo]


Saber e sabedoria: a arte de educar

Dra. Sílvia Madeira

Novembro de 2013

Esta é uma frase que pode parecer um tudo ou nada enganadora: se ninguém ensina ninguém, farão falta educadores e professores? O Dr. João dos Santos, autor da frase toda a vida se rodeou destes profissionais, por isso, não tenho dúvida que acreditava no seu papel fundamental. Discordava certamente do papel tradicional que se esperava deles: ensinar. Defendia que “cada um aprende com o que lhe é fornecido pelo ambiente natural e humano”. De onde se deverá depreender que este deverá fornecer o alimento, as pistas, as ocasiões e necessidades para aprender e para nos tornarmos inteligentes. E a liberdade para o fazermos. Gosto, aliás, muito do nome deste painel: “Uma educação para a liberdade, democracia e amor”. O uso do termo democracia é aqui redundante, ou melhor, conclusivo, pois que é gerada pela liberdade e pelo amor. O amor ou afecto é, portanto, o primeiro alimento e necessidade da criança. E os pais, primeiros educadores e humanizadores, são os alicerces deste chão onde a capacidade de entender e acreditar em si própria e nos outros a criança se permitirá crescer em confiança. [Ler texto completo]


Por uma Psicologia da Cognição e do Afeto, a Favor da Infância e da Subjetividade

Professora Doutora Patrícia Helena Carvalho Holanda



Professora Doutora Maria Juraci Maia Cavalcante

“Ao completar o seu centenário, sua obra é alvo de estudos e comemorações em Portugal, sabendo-se que a sua teoria retrata o pensamento de um grande humanista, que teve formação em Medicina e especialização em Psiquiatria e Psicanálise. Estas aproximações lhe permitiram realizar pesquisas sobre a criança, numa perspectiva inovadora, que foi muito além do enfoque então dominante da Patologia. Ao assumir tal posição, João dos Santos nos coloca diante de uma visão integrada de desenvolvimento da criança, que envolve a educação na família, na escola e na comunidade. A sua obra traz uma reflexão sobre a teoria psicanalítica, articulada com sua prática profissional, desmistificando que o lugar da Psicanálise se restrinja apenas ao consultório dos analistas e a coloca na escola, inclusive na sala de aula, a serviço da educação e de uma maior compreensão do desenvolvimento infantil. Concebeu ensinamentos originais sobre a necessidade de articulação dessa ação educativa, que envolve a formação de pais e professores.” [Continuar a ler]


Era um Homem Moderno e intemporal, membro honorário da massa crítica do património português

Dra. Isabel Gouveia

14 de Fevereiro de 2014

Curso Livre João dos Santos no século XXI: saúde, educação, cultura e no âmbito da comemoração do centenário de João dos Santos (1913-1987), figura ímpar da vida portuguesa no século XX, com intervenção em vários domínios como a medicina, a psiquiatria, a psicanálise e a educação, entre outros. Dias, ou melhor, fins de dia, final de semana, enfim, sextas-feiras à tardinha… Fins de tardes coloridas, luminosas em torno de algumas ideias: “O Mestre” e a sua obra, ou melhor João do Santos, as suas sementes e o terreno que o seu arado lavrou. Dias diferentes, momentos de um percurso cheio de estações, de espaços diferentes, da Lisboa que também lhe pertence. Educação – Pedagogia – Saúde – Saúde mental – Psicologia – Psiquiatria – Psicanálise Difícil destrinçar a pessoa da sua obra, curioso verificar que os que com ele trabalharam pouco falaram de João dos Santos, e mais do trabalho que fazem na sua senda. Os amigos trouxeram-no presente.


Uma Psicanálise do Encontro Educativo

Dra. Maria Teresa Casanova Sá

8 de Novembro de 2013

Professora na ESES, de educadores e professores, sou psicóloga e psicanalista e fui aluna de João dos Santos. O diálogo que me foi construindo como profissional, assente numa dupla filiação em Psicanálise e Educação, devo-o certamente a João dos Santos e aos momentos em que nas salas da Universidade, ainda na Pinheiro Chagas, nos encontrávamos com ele, uns com os outros e com a Psicologia. Nesses encontros João dos Santos fazia entrar sem cerimónia o mundo grande, a complexidade e o enigma, a cultura e a educação, a escola e a infância, a pedagogia e a terapia, a psicanálise e a importância de nos questionarmos a nós próprios. É uma curiosa e feliz coincidência que o ano de nascimento de João dos Santos (1913) seja o ano em que Sigmund Freud publicava o seu trabalho “O interesse da Psicanálise”, apontando nesse magnífico texto o denominador comum entre a Psicanálise e a Educação … [Ler texto completo]


CONFIAR E APRENDER

Dra. Maria Emília Brederode Santos

Membro do Conselho Nacional de Educação

Fevereiro de 2014

Recordo o Dr. João dos Santos acima de tudo como alguém em quem se podia confiar e com quem se estava sempre a aprender. Em momentos de dúvida, perante solicitações pouco claras ou de origem desconhecida, pedia-se opinião ao Dr. João dos Santos e ele estava sempre disponível (como, no meio de tantos afazeres, não sei!) para apreciar o pedido e dar, generosamente, a sua opinião. Fazia-o de forma fundamentada, clarificando o que eram informações objectivas e o que era o seu próprio sentir. E, por isso, qualquer conversa com ele acabava por se tornar numa ocasião de aprendizagem assente na emoção e na reflexão. As próprias sessões de apreciação de pacientes eram abertas e concebidas como sessões formativas para todos os intervenientes. Recordo-me de ter sido levada [1] a algumas dessas sessões e de nelas ter aprendido o que não se aprendia nas instituições académicas – como no seguinte diálogo … [Ler texto completo]


A Saúde Mental começa na criança

Dra. Maria da Graça Barahona Fernandes

Psicóloga clínica aposentada

31 de Dezembro de 2013

Ocorreram-me de imediato estas afirmações. Será que poderiam ser, entre outras, uma forma de legado de João Santos às futuras gerações? A Saúde Mental começa na infância. Sem Saúde Mental não há Saúde. Compete à Comunidade que cuida de Crianças Promover a Saúde, Prevenir a doença e intervir o mais precocemente possível – na díade mãe – bebé. Nas minhas recordações são estes alguns dos temas de reflexão e de acção, doadas desde sempre por João dos Santos a todos, muitos, que o conheceram. Por isso, queria agradecer-lhe comovidamente, estas minhas memórias fundadoras do que fui, do que sou e do que espero ainda ser. Conheci João dos Santos ainda criança muito pequena por via da amizade e consideração que meu pai, professor de Psiquiatria, manifestou ao então jovem recém-licenciado em medicina que se formou e trabalhou na Clínica Psiquiátrica Universitária do Hospital Júlio de Matos (anos 42 a 46). Paralelamente foi encarregue pelo Director do Hospital, António Flores, da organização dos dois Pavilhões Infantis. [Ler texto completo]


Cada pessoa guarda um segredo. O segredo do homem é a própria infância.

Professora Manuela Cruz e a equipa do Jardim Infantil Pestalozzi

6 de Setembro de 2013

O Jardim Infantil Pestalozzi (uma escola de ensino pré-escolar e 1º ciclo do ensino básico) foi fundada em 1955 por Lucinda Atalaia, pedagoga e professora com uma prática determinada por ideias avançadas de personalidades da época que se destacavam pelo saber científico relativo à criança e por uma filosofia humanista de educar. Hoje, a instituição continua a manter presente o pensamento de ideólogos que ela elegeu: João dos Santos, Rui Grácio, Maria Amália Borges e Agostinho da Silva. “Cada pessoa guarda um segredo. O segredo do homem é a própria infância.” diz João dos Santos com a autoridade da sua sólida e profunda formação e a poética narrativa com que comunica. A confirmar e a ampliar esta ideia, escritores e artistas dão especial relevo à memória da criança que foram, às vivências da sua própria infância e à infância dos outros. Matilde Rosa Araújo, poetisa e escritora, grande amiga da Lucinda, visita estimada e próxima dos meninos do Pestalozzi, cuja obra continua hoje a ser lida e bem conhecida por eles (meninos) anota na sua coletânea de textos “A infância lembrada”: “Entender a profundidade e utilidade […] da infância deve estar presente em todos que a ela se dediquem.” [Ler texto completo]


Os Nós e os Laços

Dra. Isabel Beirão e a equipa do Colégio Eduardo Claparède

6 de Setembro de 2013

“A base de toda a educação é a livre experiência” Este ano em que se comemora o centenário do nascimento do Dr João dos Santos, o Colégio Claparède celebra também os seus 60 anos. O Colégio foi fundado pelo Dr. João dos Santos, pela minha avó, Rosa Bemfeito e pelo meu tio, Afonso Gouveia. Foi-nos pedido que partilhássemos a nossa experiência de que, como ainda hoje, os ensinamentos do Dr. João dos Santos estão presentes na nossa intervenção diária no Colégio Claparède. O título que escolhemos “Os Nós e os Laços”, procura reflectir que a base da nossa intervenção assenta principalmente, na relação e na afectividade, tal como nos ensinou. Procuramos criar nós e laços de relacionamento que perdurem para a vida, laços que ajudam a estruturar os nossos alunos. Os conteúdos das frases de João dos Santos, que irão acompanhar a minha apresentação, fazem parte da filosofia da nossa instituição e integram o nosso projecto pedagógico. [Ler texto completo]


Sou um pediatra com sorte – não me formei apenas nos hospitais!

António Brito Avô

Novembro de 2013

Sou um pediatra com sorte – não me formei apenas nos hospitais! No final dos anos setenta, ainda no início de carreira, a vida profissional arrastou-me quase sem dar por isso para o Centro de Medicina Pedagógica de Lisboa, onde desenvolvi a actividade de saúde escolar paralelamente à pediatria. Aí fiquei até à sua extinção por Decreto em 1993. Foi lá que conheci o Dr. João dos Santos. Ele participava, com alguma regularidade, nas reuniões semanais de formação do Centro, onde nos brindava com a sua experiência e sabedoria, aceitando discutir connosco as estratégias de intervenção nos muitos casos de crianças que acompanhávamos nas escolas e no Centro. [Ler texto completo]


A EDUCAÇÃO E A SAÚDE SÃO TAREFAS DE TODOS OS CIDADÃOS

Clara Castilho

6 de Setembro de 2013

Faz sentido o Centro Doutor João dos Santos- Casa da Praia estar aqui hoje neste encontro e é de direito. Porque foi o último serviço do Centro de Saúde Mental Infantil de Lisboa, que João dos Santos criou em 1975. E porque, no seu último dia de vida acabou a obra “Um psicanalista na escola – a Casa da Praia”. Na história desta CASA, existem dois períodos: – o primeiro entre 1975 e 1992, como serviço especializado do Centro de Saúde Mental Infantil e Juvenil de Lisboa, extinto em Julho deste último ano, com a reestruturação dos Centros de Saúde Mental; – o segundo desde 1992, assegurado pelo CENTRO DE PEDAGOGIA TERAPÊUTICA – Associação sem fins lucrativos, constituída com o propósito de dar continuidade à obra e divulgação de ideias de João dos Santos. Foi esta Associação, formada por discípulos e amigos do Mestre, que possibilitou a continuidade da “Casa da Praia” – como Instituição Particular de Solidariedade Social (I.P.S.S.) em 1993, com a designação de CENTRO DOUTOR JOÃO DOS SANTOS – CASA DA PRAIA. [Ler texto completo]


João dos Santos e a Moderna Psiquiatria da Infância

Maria José Vidigal

7 de Setembro de 2013

João dos Santos foi o criador da moderna saúde mental infantil em Portugal e o grande impulsionador na viragem da psiquiatria infantil. Mas mais: devolveu-nos um novo olhar sobre o desenvolvimento da criança e sobre a educação na família, na escola e na comunidade, criando concepções originais para a formação de pais e professores. Lutou pela criação de serviços de saúde mental que continham as sementes da prática e dos princípios científicos que preparavam o futuro. Criou uma obra que ainda hoje ajuda a compreender as causas mais profundas do sofrimento psíquico da criança, do adolescente e do jovem. Mas o seu interesse também se estendia em chamar a atenção para a responsabilidade de cada um na vida púbica e tinha uma relação muito viva com a arte e os artistas. João dos Santos tinha uma particularidade, que irritava profundamente sobretudo os médicos — não dava bibliografia. Mas, como dizia uma outra psiquiatra já falecida (Margarida Mendo): “Ele não dizia leia isto ou aquilo… mas ao pé dele ficava-se mais inteligente e o que ele nos ensinava não vinha nos livros!“ [Ler texto completo]


PERCURSOS IDENTITÁRIOS

Augusto Carreira

6 de Setembro de 2013

Antes de entrar propriamente no âmbito das minhas reflexões sobre o que nos trás aqui hoje, queria dizer-vos que foi para mim um motivo de grande satisfação e uma honra, poder participar nesta comemoração, e aqui e ali na sua organização, enquanto representante da APPIA. A contribuição que a nossa Associação possa ter dado para estas comemorações, ficará sempre muito aquém do LEGADO que recebemos de João dos Santos. O Colóquio que se inicia hoje e todas as iniciativas ligadas à comemoração do Centenário decorre de uma realidade, creio eu partilhada por todos aqueles, que de forma entusiástica a ela se associaram: O Legado científico e humano de João dos Santos impõe-se-nos como tema de reflexão actual, incontornável, e ao mesmo tempo como fonte de inspiração permanente. [Ler texto completo]


O movimento como forma de expressão e reestruturação do psiquismo em Saúde Mental Infantil

Ana Rodrigues

6 de Setembro de 2013

Agradecimentos Hoje é dia de Festa. “festa, é… grupo de trabalho, a vivência colectiva de uma ideia…”(in. Casa da Praia. O psicanalista na Escola, p. 19). Hoje é dia de comemoração e partilha. Da pessoa, das ideias, dos ensinamentos. A Festa era, para João dos Santos um tempo e um espaço de vivência emocional positiva. Hoje seria um dia importante. Pessoalmente é dia de privilégio. Não conheci, como a maioria, o Dr. João dos Santos. O que dele me ficou, foi-me ensinado pelos que o conheceram e de forma tão intensa que há alturas em que acredito ter-me cruzado com ele nos corredores ou no ginásio da Casa da Praia. [Ler texto completo]


João dos Santos Companheiro, Amigo e Mestre

Orlando Fialho

6 de Setembro de 2013

O encontro com João dos Santos, a partir dos anos sessenta constituiu uma experiência única na minha vida. Eu vinha de uma Faculdade de Medicina onde os nossos Mestres eram muito distantes e austeros. O aluno estava sempre muito distante dos seus professores. Com João dos Santos, através da minha formação em Pedopsiquiatria no Centro de Saúde Mental Infantil, por ele criado; assim como no decurso da formação analítica encontrei um Homem diferente. Sem nunca perder a sua qualidade de Mestre, João dos Santos permitiu-se e permitiu-me viver com ele, experiências que só se podem viver com um grande amigo. [Ler texto completo]


Devo ao Dr João dos Santos a vida profissional feliz que vivi

Maria Isabel Vieira Pereira

20 de Setembro de 2013

Devo ao Dr João dos Santos a vida profissional feliz que vivi. Encontrei-o pela primeira vez entre os professores que leccionavam na única escola da época que preparava profissionais para o ensino Pré-Escolar e Ensino Primário pelo método de João de Deus. Era pois a escola de João de Deus e estávamos nos primeiros anos de 50. O Dr. João dos Santos percebeu, sem que lho dissesse, que eu queria ser feliz a viver junto dos que me permitiam reviver as horas felizes da minha própria infância. [Ler texto completo]


Só a Fantasia Concede Mestria

Jaime Milheiro Porto

7 de Setembro de 2013

Para além de uma certa troca de capacidades técnicas, científicas ou académicas, hierarquicamente instituídas e formalmente trocadas entre os chamados professores e os chamados alunos, como será possível rentabilizar esse binómio e sem artifícios convertê-lo num patamar mais elevado: no patamar de mestres e discípulos?

I Para o aluno, em qualquer tipo de ensino e em qualquer tipo de atmosfera social, mestres são aqueles que dignificam os encontros em que comprometem e por essa via alcançam, de forma permanente e notória, representações seguras na mente de quem através deles se eleva. [Ler texto completo]


UM PENSADOR EMOCIONADO

José Adriano Barata-Moura

7 de Setembro de 2013

§ 1. Penitenciação. O dom da ubiquidade é, ao que parece, um subtil atributo divino. Faz com que deus esteja em toda a parte, desde logo, porque, literalmente: não é coisa nenhuma. O asserto é acertado. Ainda que a especulação teológica, para a contento o resolver, trate de lhe confeccionar um agasalho nas convenientes roupagens do mistério. Pela minha parte, devolvido às modéstias do prosaico – que, no momento em que me estais a ver, deverão colocar-me à distância de uns milhares de quilómetros –, só me restam as ajudas do bombom da obliquidade, para, com o socorro desta mediação tecnológica, vos proporcionar, desde a solitária gravação antecipada em estúdio, um simulacro de presença. [Ver vídeo da conferência ou ler texto completo]


A irrecuperabilidade da deficiência não faz sentido

Pedro Parrot Morato

Setembro de 2013

Agradecendo aos filhos de João dos Santos, Paula e Luis, o convite para participar nesta publicação de testemunhos dedicada a comemorar o centenário do nascimento de João dos Santos, aceitei com orgulho mas por dever também de não poder rejeitar a oportunidade de me rever com ele, João dos Santos, relendo-o, “ouvindo-o” dizer-nos aquilo que pensava acerca da infância com deficiência, das suas famílias e das respectivas dificuldades. Trabalhei na Casa da Praia no direto com João dos Santos dois anos no princípio dos anos 80, depois e até sempre, provavelmente, o que penso e o que sinto sobre a infância e o que faço como Professor de Psicopedagogia não consegue desancorar da referência humana, ética, técnica e científica de João dos Santos e que me acompanha até hoje. [Ler texto completo]


Com João dos Santos no fascismo, caminhos para a democracia e construção do futuro

Manuela Cruz

Agosto de 2013

É bom viver muitos anos e conseguir guardar dentro de nós “a vida que nos sopraram aqueles que tinham a sabedoria”. Se esse viver já está maculado por perdas insuperáveis é como que uma bênção “saborear o mel da vida mesmo quando a adversidade nos atinge”. Mensagens que João dos Santos nos deixou e se ligam a outras tão profundas que ajudam o nosso sentir e pensar: “{…} às vezes as pessoas partem. Isso não quer dizer que devemos ficar tristes. Partir é partir”, diz Ondjaki. João dos Santos morreu há anos, vinte e seis precisamente, mas continua entre nós. Cada vez é mais oportuna e necessária a aplicação do seu pensamento na saúde, na educação em geral, na pedopsiquiatria em especial. [Ler texto completo]


Há pessoas cuja vida continua a existir para além da sua ausência física

José Gameiro

Agosto de 2013

Há pessoas cuja vida continua a existir para além da sua ausência física. E nem sempre são da nossa família ou nossos amigos. João dos Santos é uma delas. Marcou várias gerações de técnicos da saúde mental e de várias outras áreas, a educação, a justiça, a pediatria. E continua a marcar as gerações actuais pela transmissão dos seus escritos e dos testemunhos dos que com Ele conviveram. Este ano faz 100 anos que nasceu. Esta crónica é a minha homenagem a um colega psiquiatra, com quem nunca trabalhei, mas de quem aprendi muito. João dos Santos foi um dos primeiros psicanalistas em Portugal, fez a sua formação em Paris, nos tempos difíceis do pós-guerra. Mas foi sobretudo o fundador da moderna psiquiatria infantil entre nós. [Ler texto completo]


O LAGO E A CASCATA

Mário de Carvalho

4 de Junho de 2013

Quando uma instituição sabe honrar os que engrandeceram o país fica ela própria mais honrada e engrandecida. Neste sentido, apraz-me saudar A CML e a Empresa pública CTT por estes momentos em que João dos Santos é evocado. Não posso dizer que é lembrado, porque ele não foi esquecido. Há certas figuras cuja obra ressoa, através dos tempos e das contingências, vibrando em fundo, como um fresco madrigal numa floresta. A presença de João dos Santos, o que escreveu, o que reflectiu, o que ensinou, a sua inteligência inovadora, o seu sentido da descoberta deixaram uma impressão funda nos que lidaram profissionalmente com ele. A sua humanidade e afabilidade, a serenidade e distinção do trato pessoal deixaram uma memória aprazível e benigna em todos. [Ler texto completo]


No centenário de João dos Santos: como se cria um mestre

Sérgio Niza

Junho de 2013

Não há mestres sem que os discípulos os tenham instituído e nomeado. Ser mestre depende da emergência de um discípulo que o idealize, identifique e mantenha como seu mestre. Oferecer-se como mestre não satisfaz a condição de ser aceite como tal. Essa surpreendente dádiva do discípulo que declara o mestre e reconhecendo-o o cria, acontece porque o cria para si. Tal acontecimento não decorre de uma certificação institucional. Os mestres não se formam em instituições concebidas para o efeito. [Ler texto completo]


Uma forma mágica de pensar

Maria Isabel Vaz Pereira

Junho de 2013

João dos Santos tem de ser invocado através do que foi e nos ensinou a ser. Vinte e seis anos passados sobre a sua morte, a sua lembrança continua bem viva em todos os que, como eu, tiveram o privilégio de o conhecer e de aprender com ele – partilhando dúvidas e certezas. Vou tentar falar dele e da sua relação com o Colégio Eduardo Claparède de que foi um dos fundadores. Nesses anos 50, jovem adolescente olhava com certo receio aquele senhor tão admirado por minha mãe e outros colaboradores e que, aqui para nós, me intimidava com o seu olhar tão vivo e profundo. Nessa década de 50, fui indirectamente testemunha da grande actividade que se desenvolveu à volta dele e de um grupo de pessoas entusiastas e determinadas como minha mãe Rosa Bemfeito, Margarida Mendo, Maria Amália Borges, Maria Luísa Torres Pires, Arminda Grilo. [Ler texto completo]


Mestre que marcou muitos Mestres

João Costa

18 Junho de 2013

Era o ano de 1978 quando ingressei no então Centro de Saúde Mental Infantil de Lisboa, instituição fundada e dirigida por João dos Santos, mais precisamente, na Clínica Infantil (um dos serviços do referido Centro) situada no Hospital psiquiátrico Júlio de Matos, hoje denominado “Parque de Saúde de Lisboa”. A Clínica Infantil era dirigida pela Dra. Margarida Mendo. Foi ela que me apresentou o Dr. João dos Santos. Recordo-me desse momento, era muito novo, tenho a impressão que se ouviam as pernas tremerem nesse momento, bem como o batimento do coração acelerado. Olhou para mim, sorriu, apertou-me a mão e disse: – Então podemo-nos tratar por tu porque eu também sou Professor de Educação Física. Sorri, acho que pasmei e devo ter proferido alguns vocábulos parecidos com palavras. Claro que não tive a coragem de usar tal tratamento, não tive a ousadia, mas ele tratava-me desse modo e eu sentia um certo orgulho nisso, sentia-me talvez mais próximo, mais familiar. [Ler texto completo]


João dos Santos: Amizade e Gratidão

Maria Luís Borges de Castro

Junho de 2013

Quando a família de João dos Santos me pediu o meu testemunho sobre esta excecional Pessoa, Amigo e Profissional, a primeira coisa que imediatamente pensei foi: eu nunca lhe agradeci!!! Realmente, a minha vida profissional foi modelada em função de um dia o ter conhecido. Passo a exemplificar: Acabada de entrar no Serviço de Psiquiatria do Hospital de Santa Maria e integrada na Equipa do Hospital de Dia, chefiada pelo João França de Sousa, foi-me por este proposto, de participar de um seminário dirigido por João dos Santos, que se realizava semanalmente na chamada consulta de neuroses, e que consistia na observação e discussão clínica a partir das entrevistas por si realizadas a pessoas, que acorriam à consulta de Psiquiatria. Uma das condições para a minha integração neste trabalho de observação era já estar, pelo menos há 1 ano, em análise pessoal. [Ler texto completo]


Homenagem a João dos Santos 2013

Maria Fernanda Gonçalves Alexandre

Junho 2013

Estávamos nos princípios dos anos setenta quando regressei de Paris, trazendo comigo a esperança e o entusiasmo de trabalhar em Portugal duma forma mais profunda e criativa, sentimentos que naturalmente foram ampliados pela experiência inesquecível da revolução de Abril e foi neste momento particular da minha vida que tive o grande privilégio de conhecer João dos Santos. Numa primeira fase seguia com atenção e curiosidade as suas conferências feitas na Saúde Escolar – onde então trabalhava – que tinham a particularidade de serem muito claras e nos tocarem internamente, devido à sua capacidade de metaforizar através de histórias simples e passageiras a complexidade dos afectos e a profundidade da teoria analítica. [Ler texto completo]


João dos Santos e a Saúde Mental Infantil

M. Manuela de Mendonça

3 de Maio de 2001

Vou falar-vos de um médico, ou melhor, de uma figura polivalente da medicina portuguesa que viveu entre 1913 e 1987 – João dos Santos. Talvez não muito conhecido em Coimbra, ele fará parte, sem dúvida, da História da Psiquiatria portuguesa, se mais não for, pela valiosa contribuição que deu ao conhecimento da vida mental infantil. O seu objecto de estudo foi esse – a mente humana, muito particularmente no período da infãncia. À maneira do artista, nela soube encontrar novos ângulos de visão e de interpretação. Introduziu e desenvolveu, no nosso país, novas metodologias de observação da criança, de compreensão, de análise psicopatológica, de tratamento e, essencialmente, de prevenção. [Ler texto completo]


Memórias de João dos Santos. Breves notas impressionistas.

Isabel Margarida Pereira

10 de Junho de 2013

Durante a infância e adolescência, de quando em vez, a prepósito de crianças minhas contemporâneas que tinham atravessado alguma fase mais atribulada, ouvia referir o nome de um médico em Lisboa que sabia conversar com as crianças e que, de um modo quase “mágico”, conseguia inverter o rumo de um destino traçado. Já nos finais da adolescência conheci alguém que consultara João dos Santos e que me transmitiu desse Homem uma imagem a um tempo, benévola e surpreendente. [Ler texto completo]


Dr. João dos Santos

Ana Maria Bénard da Costa

Maio de 2013

Conheci o Dr. João dos Santos quando, em 1962, dei os primeiros passos no caminho que iria conduzir-me ao longo de toda a minha vida profissional. Isso aconteceu numa casa antiga do Jardim Constantino para onde se tinha mudado o Centro Infantil Helen Keller. [Ler texto completo]


Do cuidar, educando: revisitando João dos Santos

Justino Magalhães

Maio de 2013

1. Sempre que regresso à obra de João dos Santos, faço-o com um mesmo constrangimento: como sistematizar o racional complexo e multifacetado da obra escrita de João dos Santos? A obra de João dos Santos é inseparável da vida, que nele é enlace e acção. Nesta obra, a vida é razão de ser da pessoa humana e é o enigma para a pedagogia terapêutica. O sujeito é relação entre educação e vida. [Ler texto completo]


Centenário de João dos Santos

Celeste Malpique

20 de Maio de 2013

Tenho aqui à minha frente a sua fotografia, em camisa branca, de braços cruzados, com um sorriso aberto, talvez a sua mais bela imagem! É uma imagem sorridente, irónica, sedutora que guardo na minha memória. Uma personalidade que marcou a minha carreira profissional e que eu procurei activamente com curiosidade e admiração. [Ler texto completo]


Amar a criança ainda antes de ela ser criança

Glória Maria Marreiros

Maio de 2013

Foi na primeira metade dos anos 50 do Séc. passado que a Drª Maria Amália Borges teve a feliz ideia de me apresentar ao Dr. João dos Santos. Acabara recentemente de terminar o curso de parteira na Faculdade de Medicina de Coimbra e estava em Lisboa a trabalhar na Maternidade Alfredo da Costa. Desabafara a minha desilusão em relação a algumas práticas do foro da Saúde Mental aplicadas a crianças e adolescentes no Hospital Psiquiátrico Sobral Cid onde estagiara como aluna de enfermagem psiquiátrica, carreira que não quis seguir. [Ler texto completo]


Homenagem a João dos Santos

Jaime Milheiro

Ex-Presidente da Sociedade Portuguesa de Psicanálise

15 de Maio de 2013

Tenho muito gosto em colaborar nesta Homenagem. É uma honra para mim, além de um dever. João dos Santos foi a Pessoa com quem mais aprendi na carreira profissional, sem programações que o previssem e sem deliberações que o encaminhassem. [Ler texto completo]


…” A força da(s) Palavra(s)”

Augusto Carreira

Pedopsiquiatra Presidente da Associação Portuguesa de Psiquiatria da Infância e Adolescência

4 de Maio de 2013

Ao ler os depoimentos dos ilustres colegas que vão sendo publicados nesta página, sinto que todos eles transmitem uma experiência única e irrepetível: o gozo de partilhar com João dos Santo o seu saber, o seu entusiasmo e sobretudo o seu prazer de viver. [Ler texto completo]


www.joaodossantos.net

Manuela Ramalho Eanes

Maio de 2013

Porque temos de ter memória e é sempre bom recordar, evoco uma tarde de sol, com canto de pássaros em árvores centenárias e um homem de olhar bondoso e de gestos simples que me trazia um manuscrito de um projeto novo, projeto sonhado por muitos que sempre entenderam que “é na infância que qualquer povo deve fazer a sua aposta de futuro, de desenvolvimento e de identidade cultural”. [Ler texto completo]


João dos Santos: O milagre do mundo a acontecer…

Teresa Vasconcelos Professora

Coordenadora Principal (aposentada)

Abril de 2013

Os adultos podem desprezar, detestar, amar ou venerar a criança, mas a nenhum adulto a criança pode ser indiferente. Não se pode ser indiferente nem à própria infância, nem à infância dos outros. O segredo do homem é a própria infância. [Ler texto completo]


João dos Santos: O Professor da Simplicidade e o Professor da Eficiência

João Justo

Maio de 2013

No que respeita ao nível universitário, uma das consequências imediatas da mudança de regime ocorrida em Portugal nos meados dos anos setenta do século passado foi a criação do Curso de Psicologia na Universidade de Lisboa. Esta iniciativa, que em 1975 foi baptizada de “Ano Experimental” ou “Curso Experimental”, contou com a colaboração de prestigiados elementos das Faculdades de Letras, Medicina e Ciências que… [Ler texto completo]


Seminário João dos Santos: Na consulta de Psiquiatria do Hospital de Santa Maria

João França de Sousa

22 Abril de 2013

Nos anos sessenta o Dr. João dos Santos propôs ao Prof. Barahona Fernandes, então director do serviço de Psiquiatria do H.S.M, a realização de um seminário semanal de observação e reflexão clínica a partir das entrevistas por si realizadas a pessoas que, na sua maioria, acorriam à consulta de Psiquiatria. [Ler texto completo]


O que aprendi com João dos Santos

Maria João Ataíde

Abril de 2013

Conheci João dos Santos em Maio de 1970 quando, a convite da recém-criada estrutura sindical dos educadores de infância (da qual eu fazia parte), ele orientou o I Curso sobre a Educação Estética da Criança para educadores, em colaboração com Maria Manuela Valsassina Heitor. [Ler texto completo]


No centenário de João dos Santos

Maria José Gonçalves Psicanalista ( SPP ), Pedopsiquiatra

Abril de 2013

O meu contacto com João dos Santos aconteceu no final de 1973, quando comecei a trabalhar no Centro de Saúde Mental Infantil, a meca de todos os que se interessavam pela saúde mental das crianças. Mas muito antes, ele já tinha exercido sobre a minha vida uma influência duradoura. [Ler texto completo]


… O Jardim das Amoreiras era o jardim de Lisboa de que João dos Santos mais gostava

Emílio Eduardo Guerra Salgueiro

Fevereiro de 2008

Talvez pelas árvores, de grande porte e muita sombra, mostrando nos troncos, rugosos e longos, o tempo que tinham precisado para crescerem; talvez pelos pardais, pelos pombos e pelos cães, em voos, aterragens e correrias, metidos nas vidas deles e pouco interessados nas pessoas, esgravatando e encontrando comida, largando alegremente os seu dejectos ou, simplesmente, fazendo alarde do seu prazer em estarem vivos e activos; [Ler texto completo]


Homenagem a João dos Santos

João Gomes-Pedro

Março de 2013

João dos Santos confiou-me a guarda pediátrica dos seus filhos, dos seus netos e, por intermédio deles, dos seus bisnetos. Associadamente à confiança, João dos Santos ofereceu-me a lição que foi a sua vida. Descobrir a Criança foi, também, o desafio que João dos Santos me legou. [Ler texto completo]


João dos Santos – o pedagogo – médico

David Rodrigues

Professor universitário Presidente da Pró – Inclusão – Associação Nacional de Docentes de Educação Especial

Fevereiro de 2013

O costume consagrou o termo “médico – pedagógico” quando nos pretendemos referir a algo que tem implicações tanto ao nível da perturbação das funções do corpo (incluindo o comportamento) como ao seu enquadramento educacional. [Ler texto completo]


O que aprendi com João dos Santos que não vem nos livros…

Maria José Vidigal

Setembro de 2012

A noção de psiquiatria infantil foi-se instalando progressivamente, se bem que a sua história não seja de todo comparável à da psiquiatria geral, que vem desde tempos remotos. Mais recente ainda é a ideia de saúde mental infantil, o que quer dizer, que pode haver uma educação protectora do desenvolvimento psico-afectivo da criança. [Ler texto completo]

Cecília Menano, João dos Santos e Maria Emília Brederode Santos em conversa

Clique na seguinte ligação para para visualizar este vídeo do Instituto de Tecnologia Educativa – RTP (1975) A Escolinha de Arte de Cecília Menano – com Cecília Menano, João dos Santos e Maria Emília Brederode Santos, que foi muito generosamente disponibilizado pelo Dr Daniel Sasportes (19 minutos). [Clique nesta ligação]


Photomaton

O filme “PHOTOMATON-Retratos de João dos Santos”, realizado por Tiago Pereira e Sofia Ponte é uma produção da Fundação Calouste Gulbenkian e da RTP2 e é colocado neste site com a muito generosa autorização da Fundação Calouste Gulbenkian.


Crianças Autistas by Ernesto de Sousa

Clique na seguinte imagem para aceder ao filme”Crianças Autistas” by Ernesto de Sousa”e depois carregue no botão “Play”.(este filme não tem som!)  

Crianças Autistas
Realização de Ernesto de Sousa a partir de uma ideia de João dos Santos, 1967
Operador de câmara: Costa e Silva
Filme disponibilizado pelo Centro de Estudos Multidisciplinares (CEMES)
www.ernestodesousa.com


Entrevista sobre o andamento do curso à distância “Introdução ao Pensamento de João dos Santos” (Programa IFCE no Ar, Radio Universitária)

Entrevista gravada com a coordenadora do curso “Introdução ao Pensamento de João dos Santos”, Professora Patrícia Holanda da Linha de História da Educação Comparada da UFC (Universidade Federal do Ceará), com o Doutor Luís Grijó dos Santos (filho de João dos Santos), e a coordenadora pedagógica do curso Professora Ana Cláudia Uchôa Araújo da Directoria da Educação à Distancia do IFCE (Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará). A entrevista foi realizada pelo jornalista Hugo Bispo do Programa IFCE no Ar em 3 de Novembro de 2016.

Para ouvir a gravação desta entrevista clique nesta ligação.


UM PENSADOR EMOCIONADO

Professor Doutor José Adriano Barata-Moura

Clique nesta LIGAÇÃO para ver o vídeo “João dos Santos – Um Pensador Emocionado” da conferência do Professor Doutor José Barata-Moura, 7 de Setembro de 2013 no congresso “João dos Santos no século XXI”.


Os Dias da Rádio Em Conversa com João Sousa Monteiro

Clique nesta LIGAÇÃO para ver o vídeo “Dias da Rádio – Em Conversa com João Sousa Monteiro”. Vídeo produzido e realizado no âmbito das XXI Jornadas da Prática Profissional: ” O Segredo do Homem é a Própria Infância: Pensar em Educação com João dos Santos” que se realizaram na Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Santarém nos dias 8 e 9 de novembro de 2013.


Testemunhos

“Estimada Paula Santos:

Não quero deixar de testemunhar que o seu pai, Dr. João dos Santos, foi uma grande referência para mim, no perfil de psicoterapeuta. Fui discípulo seu durante um ano no Hospital Santa Maria e, foi para mim uma experiência admirável pela grande capacidade de lidar com uma criança e através dela captar o seu micromundo. Depois, já na sua ausência, sem quaisquer outros dados, no Seminário dos Internos, descrevia, com espanto para nós, as personalidades dos pais, os seus conflitos, a qualidade de relacionamento. Não segui a psicanálise, mas foi com o seu pai, meu grande querido mestre, que me enriqueci no caminho da psiquiatria clássica. O Dr. João dos Santos vai ser tardiamente homenageado pela Ordem dos Médicos, depois de tantas honrarias que recebeu e mereceu. Com esta nova Direcção, a Ordem está a tentar repor publicamente, o mérito de médicos ilustres esquecidos, muitos incómodos, para conhecimento das novas gerações de médicos, a bem dos princípios de justiça, dos valores e da história da medicina portuguesa.

Com os melhores cumprimentos Júlio Pêgo (Psiquiatra)”

Novembro de 2014 [Ler mais testemunhos]


“A Neurose de Angústia”

A edição eBook para Kindle do livro “A Neurose de Angústia” está à venda em todos os sites da Amazon. [Para mais informações clique aqui]


“João dos Santos, um caminho diferente na saúde mental”

Trabalho de métodos qualitativos de Leonor Moreira Rato, supervisado pelo Professor Doutor Miguel Nunes de Freitas do ISPA – Instituto Universitário de Ciências Psicológicas, Sociais e da Vida. Inclui a transcrição de uma entrevista feita à Professora Doutora Maria Eugénia Carvalho e Branco por Leonor Moreira Rato. [Para mais informações]


O Senado da Universidade de Lisboa atribui o título de Doutor Honoris Causa ao Pedagogo Sérgio Niza

A Cerimónia de Investidura do título Doutor Honoris Causa terá lugar no próximo dia 23 de Abril 2015, com início às 18.00 horas, na Aula Magna da Reitoria da Universidade de Lisboa. [Continuar a Ler]


Apresentação do livro de Maria Eugénia Carvalho e Branco pelo Professor Doutor António Coimbra de Matos e pelo Dr Pedro Strecht

Agradeço à Professora Doutora Maria Eugénia Carvalho e Branco o honroso convite para participar na apresentação do seu livro “João dos Santos. A Saúde Mental Infantil em Portugal. Uma Revolução de Futuro”. É uma honra e um prazer. Duplos: 1. Pela elegância da forma e riqueza do conteúdo. Como leitor, primeiro foi o espanto, logo de seguida, o conhecimento – no lúcido dizer do filósofo estagirita; mas sobretudo, o que eu senti foi encantamento face à empolgante transmissão do que foi o Homem e do que é a Obra que nos legou. [Continuar a Ler]


Revista Visão

A revista Visão publicou na sua edição de 12 a 18 de Dezembro de 2013 (nº 1084) um artigo sobre João dos Santos, “A criança e o mestre”, subscrita pela jornalista e psicóloga Clara Soares. [Ler o artigo completo]


Escola Superior de Educação de Santarém

As Jornadas da Prática Profissional da ESES – “Pensar em Educação com João dos Santos” decorreram muitíssimo bem, com muito entusiasmo, envolvendo alunos e professores, enlaçando pensamento e afecto em todos os presentes e em todos os seus momentos, das conferências aos painéis, dos ateliers para adultos aos ateliers com crianças, dos filmes à escuta dos Dias da Rádio – em que pudemos recordar ( e alguns, ouvir pela primeira vez) essas conversas tão especiais. [Continuar a ler]


Exposição e Tertúlia João dos Santos

No ano em que se celebra o Centenário do Nascimento de João dos Santos, a Câmara Municipal de Odivelas associou-se a estas comemorações através da uma Exposição sobre a vida e obra do homenageado inaugurada a dia 23 de Outubro e ainda uma Tertúlia realizada no mesmo dia às 17,30 no Centro de Exposições de Odivelas com o patrocínio da Associação Portuguesa de Psiquiatria da Infância e Adolescência. [Continuar a ler]


Saúde Mental Infantil em Portugal

Uma Revolução de Futuro” O lançamento da nova obra de Maria Eugénia Carvalho e Branco ““A Saúde Mental Infantil em Portugal – Uma Revolução de Futuro”” será realizado no dia 8 de Novembro de 2013 pelas 19h30 inserido nas XXI Jornadas da Prática Profissional 2013/2014, da Escola Superior de Educação de Santarém. [Ler mais notícias]


A Liga Portuguesa de Higiene Mental

Associação que mantem como sua principal actividade o funcionamento da linha telefónica de apoio emocional e de Prevenção do Suicídio O SOS VOZ AMIGA – pretende, com o envio desta notícia, associar-se às Comemorações do Centenário de João dos Santos, através da transcrição parcial do Editorial do seu Boletim de Maio 2013, em que são realçadas as valências de uma das Instituições Associativas criadas por João dos Santos: o IAC e posteriormente o SOS Criança. [Ler mais]


“Vida, Pensamento e Obra de João dos Santos”

A 2ª Edição (Revista) do livro “Vida, Pensamento e Obra de João dos Santos” de Maria Eugénia Carvalho e Branco acaba de ser publicada pela editora Coisas de Ler. [Ler mais notícias]


A Força das Perguntas

António Nóvoa 6 de Setembro de 2013 João dos Santos é uma presença luminosa do século XX. A sua acção nos domínios da saúde e da educação marca o nosso pensamento mais inteligente, e mais sensível, sobre a infância. Os trabalhos deste Centenário, notavelmente dinamizados pelos seus filhos, Paula Santos Lobo e Luís Grijó dos Santos, revelam bem a amplitude, a largueza e a grandeza, daqueles que João dos Santos tocou pelas palavras, pelos gestos, pela relação. É uma teia extraordinária de pessoas, de cumplicidades, de afectos, de discípulos no sentido mais nobre do termo. Sim, João dos Santos foi um mestre, um mestre com quem estamos em diálogo neste momento, ao falar dele, ao falar com ele. [Ler texto completo]



Homenagem a João dos Santos

Em 27 de Novembro de 2014 João dos Santos é homenageado com a Medalha de Mérito da Ordem dos Médicos


Como instalar o aplicativo Kindle gratuito

1. Seleccione o site da Amazon mais conveniente para o seu país (Brasil, Espanha, Estados Unidos, França…)
2. Baixe o aplicativo de leitura Kindle gratuito:

Brasil
Espanha
Estados Unidos
França
Reino Unido
Itália
Índia  

3. Abra o aplicativo e faça o login usando a sua conta da Amazon… e comece a ler no seu computador, tablet ou smartphone.


“PEDAGOGIA TERAPÊUTICA: Diálogos e Estudos Luso-Brasileiros Sobre João dos Santos”

A 2ª Edição (formato Kindle) do livro “PEDAGOGIA TERAPÊUTICA – Diálogos e Estudos Luso-Brasileiros Sobre João dos Santos” está à venda nos sites da Amazon. [Para mais informações clique nesta ligação]


Aula Inaugural do curso “Introdução ao Pensamento de João dos Santos”

A aula inaugural deste curso foi transmitida ao vivo no último dia 22 de Agosto de 2016, no auditório do Instituto Federal do Ceará. No entanto a gravação continua disponível através da seguinte ligação https://www.youtube.com/watch?v=0OOs7Xy-KOo.

Para mais informações, por favor veja a nossa página dedicada ao curso Introdução ao Pensamento de João dos Santos. Os organizadores do curso podem ser contactados através do seguinte e-mail: pensamentosantiano@gmail.com.  


Como compartilhar trechos dos seus livros no Kindle

Leitores de eBooks no Kindle têm ferramentas à sua disposição que lhes permitem compartilhar trechos de livros via e-mail, Facebook, Twitter, outros serviços mensageiros e via outros aplicativos instalados no seu dispositivo. As ferramentas disponíveis estão constantemente em evolução e alguns detalhes variam entre sistemas operacionais, aplicativos e dispositivos. No entanto, parece-nos útil descrever este processo simples de compartilhamento para um dispositivo Kindle (Kindle Paperwhite) e um aplicativo (Kindle para iPad). Para mais informações clique nesta ligação.


Ideias Psicopedagógicas do referencial santiano

Clique na seguinte ligação, para assistir à gravação em VÍDEO da palestra “Ideias Psicopedagógicas do referencial santiano” proferida pela Professora Patrícia Holanda no XV Congresso de História da Educação do Ceará. A gravação da palestra é seguida dum momento musical e dos lançamentos dos livros “Pedagogia Terapêutica” e “Ensaios sobre Educação – I. A criança quem é?”. Para assistir à gravação clique nesta ligação.


Cecília Menano, João dos Santos e Maria Emília Brederode Santos em conversa

Clique na seguinte ligação para para visualizar este vídeo do Instituto de Tecnologia Educativa – RTP (1975) A Escolinha de Arte de Cecília Menano – com Cecília Menano, João dos Santos e Maria Emília Brederode Santos, que foi muito generosamente disponibilizado pelo Dr Daniel Sasportes (19 minutos). [Clique nesta ligação]


DIÁLOGOS COM JOÃO DOS SANTOS PELO JARDIM DAS AMOREIRAS

O eBook intitulado Diálogos com João dos Santos pelo Jardim das Amoreiras apresenta um conjunto de estudos realizados no âmbito do curso Introdução ao Pensamento de João dos Santos: estudo sobre a Pedagogia Terapêutica e foi lançado no dia 23 de Setembro de 2017 no XVI Congresso de História da Educação do Ceará em Icó.

Clique na seguinte ligação para fazer o download gratuito do eBook “Diálogos com João dos Santos pelo Jardim das Amoreiras”: Aqui


Comentário à apresentação do Livro “Hiperativos – Psicomotricidade Relacional com crianças Hiperativas” de João Costa, 2017

Vera Oliveira, psicomotricista 22 de Novembro de 2017 Sou leitora do João desde 2001, quando nos conhecemos pela 1ª vez… era eu estagiária na Clínica do Parque… sob sua orientação. Ler é muito mais do que o ato de juntar letras em palavras e palavras em frases. “Ler” vem do latim “lego” que significa reunir, colher, juntar peças… criar… Naquela altura o João, embora ainda não o tivesse passado para o papel, já punha em prática com os meninos (alguns agitados) do parque, que tinham entre outras coisas, muitas dificuldades em aprender… já punha em prática que para fazê-los ler tinham muito mais do que saber juntar letras em palavras e palavras em frases. Tinham sobretudo que sentir – sentir o movimento, os materiais (os poucos que existiam na sala de psicomotricidade do parque naquela atura), sentir o outro! – era o impacto… as sensações… acompanhadas com emoções e afectos que precisavam, para serem capazes de produzir sentimentos. E que seria essa sensorialidade, neste livro designada “sensorialidade afectiva” que, dando lugar às memórias afectivas (como descreve António Damásio) fariam a criança reter alguma coisa, e progressivamente aprender coisas sobre alguma coisa. Como eu tenho Lido (sem papel) o João desde 2001, o que eu vou tentar fazer é, com base neste seu livro… uma espécie de lista resumida das razões pelas quais eu Leio o João Costa. A 1ª é a seguinte: O João toma posição! E não tem medo de tomar posição –  não toma posiçõezinhas, toma posições… com estardalhaço! A posição que ele tem sobre a psicomotricidade é muito clara – é clínica! Não é pedagógica… não é recreativa – é clínica. … Clique na seguinte ligação para ler o texto completo.


A última entrevista de Armando Leandro à frente da “COMISSÃO NACIONAL DE PROMOÇÃO DOS DIREITOS E PROTEÇÃO DAS CRIANÇAS E JOVENS”.

Clique na imagem para aceder ao vídeo desta entrevista no site da RTP NOTÍCIAS

Para mais informações sobre a “Comissão Nacional de Promoção dos Direitos e Proteção das Crianças e Jovens” siga esta ligação.   


BIOGRAFIA

João dos Santos foi o criador da moderna Saúde Mental Infantil em Portugal e o grande impulsionador da viragem da Psiquiatria Infantil que de uma especialidade enraizada na Psiquiatria de adultos passou a uma especialidade autónoma. Foi um dos primeiros psicanalistas portugueses e um dos fundadores da Sociedade Portuguesa de Psicanálise. Desenvolveu um olhar novo sobre o valor da arte no desenvolvimento da criança e sobre a educação na família, na escola e na comunidade, criando concepções e ensinamentos originais e modos inovadores de formação de pais e professores. Como democrata lutou durante o fascismo pela criação de serviços de saúde mental de qualidade que eram então verdadeiros desafios políticos e que continham a semente da prática e dos princípios científicos que preparavam o futuro. O seu percurso académico e a sua sólida formação em Psiquiatria e Psicanálise permitiram-lhe proceder a rigorosas pesquisas sobre a criança. João dos Santos criou uma obra escrita inovadora concretizada numa obra institucional em prol da protecção materno-infantil e da prevenção e intervenção em Saúde Mental Infantil. Obra que ainda hoje ajuda a compreender as causas mais profundas do sofrimento psíquico e das patologias da criança, do adolescente e do jovem. João dos Santos começou por ser professor de Educação Física, licenciou-se depois em Medicina, tendo logo orientado o seu interesse e formação para a Psiquiatria. Trabalhou com Vítor Fontes no Instituto António Aurélio da Costa Ferreira e com Barahona Fernandes no Hospital Júlio de Matos onde foi um dinamizador incansável da modernização das clínicas infantis. Por motivos políticos (ligação ao Movimento de Unidade Democrática) foi afastado do serviço público. Partiu para Paris em 1946 onde sob a orientação de Henri Wallon foi investigador no Centro de Pesquisas Científicas de França (C.N.R.S.) no Laboratório de Biopsicologia da Criança. Trabalhou com G. Heuyer, J. Ajuriaguerra, H. Ey, A. Thomas. Trabalhou também no Serviço de G. Heuyer, primeiro professor de Neuropsiquiatria de França, no Hospital “Enfants Malades” e no Centro Alfred Binet, dirigido por Serge Lebovici. Aqui, entre outros, trabalhava também René Diatkine que seguia como Lebovici as novas correntes psicodinâmicas e se tornaram psicanalistas. Lebovici foi o pioneiro da Psicanálise infantil em França. Colaborou ainda com M. Bachet, psiquiatra da penitenciária de Fresnes. Regressou a Portugal em 1950. João dos Santos criou, com colaboradores, a seção de Higiene Mental do Centro de Assistência Materno-infantil Sofia Abecassis, o Colégio Eduardo Claparède, os dois primeiros Centros Psicopedagógicos portugueses, um na Voz do Operário outro no Colégio Moderno, o Centro Infantil Helen Keller, a Liga Portuguesa de Deficientes Motores, a Associação Portuguesa de Surdos, a Liga Portuguesa contra a Epilepsia. Colaborou na criação do Centro de Saúde Mental Infantil de Lisboa de que foi o seu primeiro director. Aí existiram desde o início, equipas de serviço ambulatório no Dispensário Central e no Dispensário do Hospital Dona Estefânia, além da equipa das clínicas infantis do Hospital Júlio de Matos. Mais tarde foram criados outros serviços como o Laboratório de Electroencefalografia, Laboratório de Bioquímica, a Escola dos Cedros – serviço de adolescentes, a Casa da Praia – Externato de Pedagogia Experimental e a Unidade de Primeira Infância (UPI). João dos Santos foi o inspirador da criação do Instituto de Apoio à Criança (IAC). Foi Professor na Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação e na Escola Nacional de Saúde Pública. Em 1984 foi agraciado pelo Presidente da República, General António Ramalho Eanes, com o grau de Comendador da Ordem de Benemerência. Em 1985, a Faculdade de Motricidade Humana atribuiu a João dos Santos o título de Doutor Honoris Causa. As comemorações deste centenário visam divulgar o pensamento de João dos Santos, ainda hoje tão inovador, com o objectivo de se fazer uma reflexão que indo ao passado, passe pelo presente e se projecte no futuro. Este percurso no tempo e nos lugares, passando pelas várias áreas da sua prática e saber, vai certamente permitir tecer sentidos entre elas e incentivar novas ideias e novas práticas para o futuro. Actividades de comemoração do centenário estão a ser organizadas juntamente com a família de João dos Santos, várias personalidades das áreas da saúde, da educação e da cultura e instituições que estiveram a ele ligadas: Associação Portuguesa de Psiquiatria da Infância e da Adolescência, Casa da Praia – Centro Doutor João dos Santos, Departamento de Pedopsiquiatria do Hospital Dona Estefânia, Faculdade de Motricidade Humana, Faculdade de Psicologia, Instituto de Educação, Jardim Infantil Pestalozzi – Fundação Lucinda Atalaya, Sociedade Portuguesa de Psicanálise e outras. Várias iniciativas estão já em preparação como a publicação da obra inédita de João dos Santos, reedição de livros já esgotados e encontros a realizar em Setembro. Paula Santos Lobo e Luís Grijó dos Santos

Clique aqui para fazer o download desta brochura biográfica em formato PDF


“Prevenir a doença e promover a saúde”

O livro “Prevenir a doença e promover a saúde” de João dos Santos (Ed. Póstuma) foi publicado pela editora Coisas de Ler no dia 4 de Junho de 2013. [Bibliografia]